O deputado Rogério Correia (PT-MG) apresentou nesta quarta-feira (4) requerimento para que a CPMI do INSS adote procedimentos para quebrar o sigilo bancário e fiscal de Ana Cláudia Queiroz de Paiva. Também pede que o COAF (Conselho do Controle de Atividades Financeiras) apresente relatórios sobre as movimentações financeiras dela.
Outra solicitação protocolada é para que compareça à CPMI para prestar depoimento.
A coluna não localizou sua defesa. Ela não respondeu às mensagens da Folha nesta quarta-feira.
Funcionária de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, Ana Cláudia é apontada como responsável por movimentações financeiras do banqueiro e depósitos para a "turma", como era chamado o grupo que, segundo a Polícia Federal, atuava sob coordenação de Vorcaro.
O banqueiro e integrantes deste grupo foram presos nesta quarta por determinação do ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal). Ana Cláudia é alvo de ordem para usar tornozeleira eletrônica.
Após ser preso, Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, apelidado de sicário, morreu após tentativa de suicídio.
Os pedidos, segundo o requerimento de Correia, são necessários por causa da decisão de Mendonça. Esta teria mostrado como Ana Cláudia "estava inserida na engrenagem do esquema investigado, constando expressamente que foi identificado o detalhamento de operações relacionadas à lavagem de dinheiro realizado por ela em favor de Daniel Vorcaro."
Ana Cláudia também aparece como diretora da Igreja Batista Fraternão no Barreiro, em Belo Horizonte, que teria ligação com Vorcaro e Zettel. O deputado também apresentou pedido para a quebra do sigilo bancário e fiscal da igreja.
Segundo o requerimento apresentado à CPMI, ela é diretora também da Super Empreendimentos e Participações e sócia, ao lado de Zettel, da Adonay Participação.
Para a comissão, Vorcaro e o Master estão no centro da investigações de crédito consignado que lesaram aposentados e pensionistas do INSS. O presidente do Instituto, Gilbero Waller, disse que o banco tinha cerca de 254 mil contratos de empréstimos consignados com suspeitas de irregularidades.
As investigações foram deflagradas a partir da operação policial "sem desconto", em abril de 2025.


