sexta-feira, 5 de fevereiro de 2021

Flexibilização do Mercosul, Celso MIng, OESP

 O presidente Jair Bolsonaro acertou com o presidente do Uruguai, Luis Lacalle Pou, uma reunião de cúpula a ser realizada possivelmente em março para discutir a flexibilização do Mercosul. Esta coluna se dedica a analisar o que é esse passo, o que significa e seu principal obstáculo.

Mercosul está comprometido pelos tratados a ser uma união aduaneira. É a segunda fase de uma integração econômica entre países.

A primeira é a criação de uma área de livre comércio entre eles. É a situação em que mercadorias e serviços, com as exceções devidamente acertadas, podem circular livremente entre os membros do bloco, sem cobrança de taxas alfandegárias.

O segundo estágio de integração é a união aduaneira. Além do livre-comércio, numa união aduaneira os países sócios mantêm a mesma política de comércio exterior em relação aos países de fora do bloco. É uma situação que implica a adoção de uma Tarifa Externa Comum (TEC), ou seja, implica vigência da mesma tabela de impostos alfandegários para mercadorias (e serviços), e o mesmo tratamento comercial em relação aos países de fora do bloco.

Nenhum membro do Mercosul pode fechar acordos comerciais unilaterais com outros países, pois, nesse caso, estaria sabotando a política comercial comum e a tarifa comum. Se essa política comum não fosse observada, poderia haver triangulações de mercadorias. Se o Brasil, por exemplo, pudesse importar carros a uma tarifa rebaixada, poderia prejudicar a produção e as exportações da Argentina.

Um dos problemas do Mercosul é o de que os países membros (ArgentinaBrasilParaguai Uruguai) se comprometeram a observar essa segunda fase de integração sem que a primeira tenha sido completada. 

A TEC está cheia de furos, combinados ou não. Tarifas que já foram unificadas deixaram de ser observadas. Basta que um dos membros entre em crise para que passe a impor restrições ao comércio, como acontece hoje com a Argentina. O acordo automotivo não é outra coisa senão a vigência de restrições ao livre-comércio de veículos e autopeças. Por trás das restrições está o fato de que, nas atuais condições da economia argentina, a indústria perdeu competitividade.

Se deixar suas fronteiras livres para a entrada de veículos ou de máquinas do Brasil, provavelmente a indústria argentina não conseguiria sobreviver. Sufoco provoca mais sufoco. Para dar escala a sua indústria, Brasil e Uruguai têm de fechar acordos comerciais com outros países.

 No entanto, as cláusulas da união aduaneira proíbem esses arranjos. Se fossem feitos, seriam ilegais. O projeto de flexibilização pretende contornar essas regras. O mais recomendável seria o retorno do Mercosul às condições mais simples de área de livre-comércio. Se isso acontecesse, cada país-membro estaria livre para negociar tratados comerciais com outros países ou blocos econômicos. A flexibilização pode permitir graus, nuances e prazos que precisariam fazer parte de um acordo.

Jair Bolsonaro e Luis Lacalle Pou
Jair Bolsonaro e o presidente do Uruguai, Luis Lacalle Pou, se reuniram no Palácio do Planalto na última quarta-feira, 3, e afirmaram que uma possível reunião com os países do Mercosul deve acontecer em março. Foto: Adriano Machado/Reuters

principal obstáculo para esse movimento é a Argentina. As sucessivas crises fiscais, o alto endividamento do setor público e seu histórico de calotes produzem permanente fuga de dólares, alta das cotações da moeda estrangeira, aumento de custos de produção e inflação – que vem em seguida. A enorme instabilidade política é, ao mesmo tempo, causa e resultado disso.

A questão diplomática no bloco consiste em convencer a Argentina de que a flexibilização é necessária. E não está clara a posição do Paraguai.

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CELSO MING É COMENTARISTA DE ECONOMIA


Senador vê com 'perplexidade' projeto de Bolsonaro de ICMS fixo sobre combustíveis, OESP

 Daniel Weterman e Daniel Galvão, O Estado de S.Paulo

05 de fevereiro de 2021 | 16h06

BRASÍLIA e SÃO PAULO - O senador Otto Alencar (PSD-BA), indicado pela cúpula do Senado para presidir a Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) nos próximos dois anos, criticou, em entrevista ao Estadão/Broadcast, a proposta apresentada pelo presidente Jair Bolsonaro para um valor fixo do ICMS sobre combustíveis.

Senador Otto Alencar (PSD-BA) ainda não anunciou oficialmente o seu posicionamento sobre o impeachment de Dilma Rousseff
O senador Otto Alencar criticou a proposta apresentada pelo presidente Jair Bolsonaro para um valor fixo do ICMS sobre combustíveis. Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado

Nesta sexta-feira, 5, Bolsonaro repetiu a promessa de enviar um projeto de lei ao Congresso para estabelecer um valor fixo de ICMS sobre combustíveis e dar mais previsibilidade aos motoristas, como já tinha dito que ia fazer há um ano. O argumento é oferecer uma solução para a insatisfação dos caminhoneiros com o custo do diesel. Outro caminho seria cobrar o tributo nas refinarias e não nas bombas. O ICMS, porém, é cobrado pelos Estados, e não pelo governo federal.

"Eu vejo com perplexidade. Esse é um imposto de autonomia dos Estados. Os Estados têm autonomia política, financeira e administrativa, está na Constituição. Se ele quiser realmente diminuir os impostos, que sejam os federais. Ele não vai fazer isso porque não quer diminuir arrecadação", afirmou Otto Alencar. "Depois, o Bolsonaro fala que os Estados não podem alterar o que ele quer fazer. Foi uma confusão, como é sempre aquilo que o presidente fala de economia."


METÁFORA DA LAGARTA (Deepak Chopra)

 


Deepak Chopra, médico indiano radicado nos EUA, utiliza-se de uma linda metáfora pra fazer essa reflexão sobre o momento de transição que a humanidade está atravessando na forma da crise atual.

 

“Os biólogos descobriram que dentro das células do tecido da lagarta existem células chamadas células imaginativas. Elas ressoam em uma frequência diferente. Além disso, elas são tão diferentes de outras células de verme que o sistema imunológico da lagarta pensa que são inimigos e tenta destruí-las. Mas novas células imaginativas continuam surgindo, e cada vez mais ... De repente, o sistema imunológico da lagarta não consegue destruí-las rápido o suficiente e elas ficam mais fortes à medida que se conectam para formar uma massa crítica que reconhece sua missão a cumprir. o incrível nascimento de uma borboleta.

Em 1969, Margaret Mead disse: "Nunca devemos duvidar que um pequeno grupo de cidadãos motivados e determinados pode mudar o mundo. Certamente será assim que, apesar de tudo, nos encontramos." Acredito firmemente, junto com muitos outros, que há uma efervescência evolucionária na estrutura da sociedade atual. Apesar do clamor do medo, da ganância, do consumo transbordante e da violência que se expressam nos tecidos da sociedade, existe uma união de homens e mulheres que podemos chamar de células imaginativas, que vão revelando um mundo diferente, uma transformação, uma metamorfose.

O poeta uruguaio Mario Benedetti escreveu: “E se um dia, ao acordarmos, percebermos que somos a maioria? Afirmo que as células imaginativas dominariam e tirariam a borboleta de um mundo de vermes”. Esta é a hora de acordar.

Grupos de células imaginativas estão se agrupando por toda parte; eles estão começando a se reconhecer; Estão desenvolvendo as ferramentas organizacionais para aumentar o nível de consciência, para que se manifeste a próxima Etapa de nossa sociedade humana, para criar uma nova sociedade que, deixando de ser uma lagarta, se torna uma borboleta ... Uma nova dimensão de Vida , uma sociedade mais compassiva e justa, uma humanidade com raízes de felicidade e compreensão mútua ... Sejam células entusiastas!

Conecte-se com os outros ... e vamos todos juntos construir uma Nova Humanidade! "

 

Deepak Chopra