segunda-feira, 6 de julho de 2026

Você faz parte dos 759 milhões que acessaram?, The News

 

O tradicional ranking dos maiores sites de notícia do mundo foi divulgado e, por mais incrível que pareça, um site brasileiro ficou entre os três mais acessados do mundo: globo.com.

Com mais acessos até que o New York Times, o portal da família Marinho obteve quase 780 milhões de acessos ao longo de um mês, segundo dados mais recentes em termos de número de acessos.

O globo.com ficou em 3º lugar dentre os 50 sites de notícia mais visitados do mundo, atrás só de BBC e Yahoo Japão, e à frente de Wall Street Journal, CNN e The Guardian. Veja o ranking.

No geral, o cenário é bem ruim… 37 dos 50 maiores sites de notícia do mundo perderam audiência no último ano, com redução média de 10%. Apenas um dos portais viu seu número de acessos subir frente ao ano passado.

Na prática, nenhum dos portais está ganhando leitores, já quem sobe no ranking é só quem “afunda mais devagar”. A globo.com teve queda de 5% — igual ao New York Times, só que partindo de uma base maior. CNN caiu 23%. Fox, 10%.

O motivo? Menos pelo interesse e mais pela maneira como as pessoas estão buscando. Se antes o Google direcionava para os sites, agora, o Gemini condensa os fatos e entrega o resumo.

Why it matters: Se pensarmos que a cada visita, o portal ganha dinheiro com os anúncios que aparecem, uma queda de 10% pode tirar algumas centenas de milhões de dólares de cada um desses portais.

Samuel Lloyd explica a atuação da Urbia na gestão dos principais parques de SP -

 

Criada em 2019, pela Construcap, a Urbia Gestão de Parques conta com quatro concessões especializadas na gestão de parques públicos da capital paulista e da região sul do país. A primeira é a Urbia Gestão de Parques de São Paulo, criada para cuidar da gestão dos seis parques paulistanos (Ibirapuera, Tenente Brigadeiro Faria Lima, Jacintho Alberto, Jardim Felicidade, Eucaliptos e Lajeado), apoiada no desenvolvimento sustentável, com o objetivo de conectar pessoas por meio do lazer, entretenimento e cultura. Além destes, a Urbia também é responsável pela gestão do Parque Estadual Alberto Löfgren (Horto Florestal) e do Parque Estadual da Cantareira, ambos localizados na Zona Norte de São Paulo. A empresa atua em outras regiões como nas Cataratas do Iguaçu, com o Parque Nacional do Iguaçu, em Foz do Iguaçu/ PR, com os mesmos propósitos e modelo de gestão, entre outros. Para a Go Where Business, Samuel Lloyd explica o modelo de gestão, valores de investimentos e atracões implantadas aos visitantes.

Como é o modelo de negócios adotado pela Urbia e em quais parques está vigente?
O modelo de negócios da Urbia, no qual a empresa é pioneira na gestão de parques urbanos, é inovador, pois viabiliza espaços públicos, gratuitos e democráticos, com infraestrutura e programação em padrões internacionais por meio do patrocínio de marcas líderes de seus segmentos e ações comerciais, sem investimento de dinheiro público. E com esse sucesso da captação comercial do Parque Ibirapuera, a Concessionária pretende multiplicar o modelo de parcerias estratégicas em outras regiões do país, por meio da rede de parques gerenciados pela empresa, como o Parque Estadual Alberto Löfgren, Horto Florestal, Parque Estadual da Cantareira, os Parques Nacionais de Aparados da Serra e da Serra Geral e Parque Nacional do Iguaçu. Alguns parques que também fazem parte da nossa rede como, por exemplo, o Parque Estadual da Cantareira ou o Parque Nacional do Iguaçu têm modelo de negócios baseado em bilheteria de acesso.

Qual valor captado pela Urbia em quatros anos, com as parcerias estratégicas de grandes marcas no Parque Ibirapuera?

Em quatro anos, a captação comercial do Parque Ibirapuera totaliza mais de R$ 200 milhões.

Vista aérea do Parque Ibirapuera | FOTO: Divulgação Urbia

Quais as regras adotadas pela empresa no modelo de negócios para que se feche uma parceria? Quais marcas são parceiras atualmente?

A Urbia estabelece parceria com as marcas quando identifica a necessidade de intervenção em reforma, ambiental, cultural ou comercial do Parque e, principalmente, visa o melhor resultado para a experiência do usuário. As marcas promovem com a Urbia a melhoria de um espaço de encontro democrático em sociedade e contato com a natureza. Atualmente, o Parque Ibirapuera conta com o apoio das marcas Nike, Centauro, Renault, Braskem, Ambev, 3 Corações, Kibon e RedBull.

Como isso se traduz em benefícios para os usuários dos parques?

A busca de parcerias com marcas para a implantação de projetos reflete na maior diversidade de experiências para os visitantes e aprimoramento da excelência dos serviços. Desta forma, os usuários ganham em qualidade na oferta de serviços nesses locais públicos. A Urbia possui parcerias nas áreas do Esporte, Cultura e Lazer, Sustentabilidade e Gastronomia. Dentre os benefícios, destacamos a implantação de novas quadras esportivas para diversos esportes e requalificação desses espaços, skate park, atividades de apoio ao usuário, aulas esportivas gratuitas, aumento do fluxo de visitantes com a realização de festivais e eventos culturais, instalação de carregadores elétricos de veículos e melhoria dos índices de sustentabilidade do parque.

Quais os números de visitantes dos últimos dois anos de gestão da Urbia no Parque Ibirapuera?

O Parque Ibirapuera recebeu 14,5 milhões de pessoas em 2022 e cerca de 16,5 milhões de pessoas em 2023, quando registramos o ano mais visitado do Parque até o momento.

Qual o valor do investimento em obras de infraestrutura e segurança e o valor que será investido no total da concessão?

 A Urbia investiu R$ 163 milhões em obras de infraestrutura e segurança, desde que assumiu essa concessão, em 2020 e, até o final de 2024, cerca de R$ 40 milhões ainda serão investidos.

Quais os custos operacionais do Parque Ibirapuera?

O Parque Ibirapuera tem custos operacionais de cerca de R$ 70 milhões por ano, que representam desoneração do erário e melhoria do nível de prestação do serviço público. A Urbia realiza o pagamento de cerca de R$ 1,5 milhão por ano em Outorga Variável, representando R$ 38 milhões de recursos adicionais ao Município e mais de R$ 500 milhões em impostos diretos gerados ao longo da concessão.

Parque Ibirapuera | FOTO: Divulgação Urbia

Quantos empregos gerados?

A Urbia atualmente gera 1.700 empregos diretamente ligados à operação e atividades do Parque.

Qual o valor da economia do município por conta da concessão?

O município economizará quase R$ 2,5 bilhões no prazo total da concessão, além dos investimentos que serão revertidos ao patrimônio público, impostos e da outorga paga aos cofres do município.

Principais iniciativas da Urbia com relação à sustentabilidade?

O Projeto Eco 360 que integra o Plano de Gerenciamento de Resíduos do Parque é uma das prioridades da Urbia desde que assumiu a gestão do Ibirapuera. O Parque antecipou em dois anos o recebimento da marca Lixo Zero, por meio da parceria com a Braskem, a partir do gerenciamento dos resíduos gerados pelo público. A nova Central de Reciclagem, resultado da parceria, foi inaugurada no ano passado. Desde o início da administração da Urbia foram coletadas 10.747 toneladas de resíduos, somando recicláveis e não recicláveis. Desse total, 63,7% são cocos, 29,9% são resíduos orgânicos, 4,8% é vegetação e 1,6% são recicláveis. O projeto permitiu que, desde agosto de 2023, todos os resíduos passem pela Central de Reciclagem e sejam destinados corretamente, tornando o Parque Ibirapuera em lixo zero.

Quais as principais iniciativas no Horto Florestal e Parque Estadual da Canteira?

A Concessão da Floresta Cantareira, Parque Estadual da Cantareira e do Parque Estadual Alberto Löfgren, Horto Florestal à Urbia ocorreu em 2022 e, até o momento, foram investidos mais de R$ 10 milhões nesses espaços. Os parques apresentam uma visitação e uso expressivos, com mais de 2 milhões de visitantes. A Urbia realizou melhorias como a requalificação da portaria; pintura dos banheiros; revitalização do parquinho; implantação de sinalização; instalação de ponto de venda de bebidas e snacks; adequação da entrada principal; manutenção das trilhas; podas de crescimento e de levantamento; supressão de árvores que apresentavam riscos aos visitantes; revitalização de acesso ao estacionamento; entre outras. O Horto Florestal conta com espaço para crianças e diversas opções de lazer. Outro serviço implantado é o Urbiabike, serviço de locação de bicicletas. Além disso, oferece serviço de alimentação aos visitantes com carrinhos de comidas e bebidas em diferentes pontos do Parque. A Urbia implementou a trilha interativa da Pedra Grande, no Parque Estadual da Cantareira, onde o trajeto é autoguiado e se inicia pela Trilha das Figueiras, próximo ao Portão 5 do Horto Florestal, que dá acesso à Cantareira. Além disso, o Parque conta com um conjunto de três trilhas: Trilha da Bica, Trilha do Bugio e Trilha das Figueiras. Mensalmente, a Concessionária realiza a Caminhada Noturna no Parque e, nesse passeio, os visitantes passam por parte da trilha da Pedra Grande e desfrutam de uma vista panorâmica de São Paulo. No trajeto, os participantes conhecem mais sobre a fauna e flora do local e curiosidades da Mata Atlântica.

Parque Horto Florestal | FOTO: Divulgação Urbia

Quais celebrações e atividades estão programadas para os 70 anos do Parque Ibirapuera em agosto de 2024?

O aniversário de 70 anos do parque mais amado de São Paulo, o Parque Ibirapuera, torna o ano de 2024 muito especial para toda a população paulistana e turistas que passam pela cidade. A Oca, Auditório, Pavilhão das Culturas Brasileiras (Pacubra), Planetário e Arena de Eventos serão palcos dessa grande festa. A maior celebração é o calendário de eventos, entre março e dezembro de 2024, além de uma série de novas intervenções e reformas até o início de 2025. Aos 70 anos, um parque digno de sua história e pronto para um futuro inspirador.

Por fim, quais as principais atividades de lazer, gastronomia e entretenimento implantadas hoje nos parques e que são destaque para a população?

No Ibirapuera, o Planetário, primeiro aberto ao público do Brasil, é destaque com mais de cinco milhões de visitas. Sua arquitetura arredondada chama a atenção com uma cúpula de 9 metros de altura e 18 metros de diâmetro. O espaço recebeu melhorias, como a limpeza da cúpula externa, reforma das 305 poltronas e do sistema de projeção e iluminação. A Escola de Música é mais um atrativo cultural do Ibirapuera e, por meio do projeto Música no Parque, criado em 2022, mais de 14 mil pessoas prestigiaram as 99 apresentações realizadas até o momento. O emblemático Auditório Ibirapuera reabriu suas portas em 2022, completamente restaurado. Novas opções de alimentação foram trazidas pela Urbia e hoje o público aproveita diversos pratos, sucos, lanches e sorvetes. Também há serviços para vendas de pipocas e churros, em diferentes pontos do Parque. As estruturas das lanchonetes foram recuperadas, tornando os locais mais agradáveis, limpos e seguros. Em 2022, novos restaurantes foram incluídos no Parque: o primeiro foi o Selvagem, com alta gastronomia aliada a uma experiência de visual e natureza e, o segundo, o Restaurante Sabiá do Parque com mais de duzentas opções de pratos no cardápio. Ainda no Ibirapuera, o Ibiratour é uma opção de lazer que oferece um circuito guiado com apoio de carrinhos elétricos num trajeto contemplativo que mostra a história, cultura, meio ambiente e curiosidades do Parque. Os visitantes também podem optar pelo Ibirabike, serviço de aluguel de bicicletas, que em 2023 recebeu uma média mensal de mais de 46 mil locações. Outro sucesso entre os frequentadores do Parque é o tour 3 Parques em 1 Dia, realizado mensalmente pela Urbia. A atividade inicia com o Ibiratour e, na sequência, os visitantes vão de micro-ônibus até o Horto Florestal e o Parque Estadual da Cantareira. Durante a visita, o mediador da Urbia destaca as principais informações e curiosidades dos Parques e apresenta o trabalho realizado pela Urbia nos espaços. E, no Cantareira, não podemos deixar de citar as trilhas para quem gosta de se aventurar em meio à Mata Atlântica.

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5 mentiras perigosas que contamos a nós mesmos, segundo a filosofia - Miniphilosofy

 Vivemos de acordo com nossas crenças. Algumas crenças conhecemos bem. Um cristão sabe que acredita em Deus. Um vegetariano ético sabe que acredita que comer animais é errado. Mas outras crenças fervilham nas profundezas do nosso inconsciente. São pressupostos tácitos que motivam nossas ações, mas que nunca aparecem em um contrato de trabalho ou em um documento legal. E mesmo que raramente paremos para examiná-las, essas crenças ou narrativas guiarão nossas vidas. São elas que nos fazem levantar da cama, pensar da maneira que pensamos e perseguir os sonhos que temos.

A filosofia há muito se preocupa com essas narrativas. Está presente na Grécia Antiga, no Bhagavad Gita e aqui, neste artigo de Mini Filosofia. Os filósofos querem questionar nossas suposições, desconstruí-las e avaliá-las. Então, retemos o que é bom ou útil e descartamos todo o resto no fétido poço de ideias falidas.

Aqui estão cinco ideias para você começar a usar.

“Preciso controlar tudo.”

A menos que eu esteja enganado em minha teologia, você não é um deus. Provavelmente nem sequer possui superpoderes. Portanto, sempre haverá coisas fora do seu controle. Você não pode respirar debaixo d'água, ficar invisível ou se transformar em uma mosca na parede. Mas também não pode mudar seu passado, a inevitabilidade do envelhecimento ou o que os outros pensam de você. É tão tolo tentar controlar tudo quanto tentar empurrar a maré com uma vassoura sem cerdas.

Hoje em dia, a "dicotomia do controle" é atribuída aos estoicos. Epicteto nos aconselha a dedicar todos os nossos esforços e atenção ao que podemos mudar, aceitando ao mesmo tempo todas as coisas que não podemos. Podemos desperdiçar muito tempo e energia mental nos preocupando com o que é irreparável, e podemos usar ambos de maneira muito mais produtiva.

Mas, é claro, muitas outras escolas defendem a mesma ideia. Está presente na doutrina das duas flechas do budismo e no wu wei do taoísmo. Está em todas as principais religiões monoteístas. Por exemplo, os muçulmanos costumam dizer " Inshallah ", ou "Se Deus quiser". Tudo está nas mãos de Deus.

Junte-se à comunidade Mini Philosophy, onde exploramos ideias juntos.

“Quando eu encontrar meu verdadeiro amor, serei feliz.”

Uma das narrativas mais persistentes da nossa época — patrocinada pela Disney e pela Hallmark — é a ideia de alma gêmea. Suspeito que a maioria das pessoas inteligentes aceite que não existe uma única pessoa destinada a ser nosso parceiro. Caso contrário, em um mundo com oito bilhões de pessoas, o amor seria estatisticamente impossível. Mesmo assim, muitas pessoas ainda internalizam a crença de que são metade de uma só — uma peça de quebra-cabeça esperando para ser completada.

Em suas diversas obras, Simone de Beauvoir argumenta que essa ideia é perigosa. Porque, quando nos vemos como inadequados ou insuficientes dessa maneira, desenvolvemos uma dependência doentia dos outros para a nossa própria felicidade. Esse tipo de amor do tipo "você me completa" torna-se tóxico rapidamente quando um ser humano independente e autêntico se vê preso ou incapaz de escolher por si mesmo. Faz parte de um padrão mais amplo que Beauvoir chama de "existência inautêntica" — onde reduzimos nossa liberdade a uma coisa fixa, seja um amante, uma causa ou uma obsessão.

É claro que o amor envolve compromisso, companheirismo e compaixão. Mas não se trata de se atirar num grande oceano romântico para nunca mais ser visto.

“Eu sou quem eu sou, para sempre e imutável.”

A ideia de que nossa identidade possui um núcleo permanente está presente em noções religiosas de alma ou espírito, mas ganhou respaldo filosófico com a chegada de René Descartes aos seus escritos. O "ego cartesiano" é um filamento imutável do nosso ser. Ele interage com o mundo de uma maneira misteriosa, mas, em grande parte, é simplesmente quem somos. Para sempre. E hoje, muitas pessoas ainda carregam essa noção de que somos quem somos ao longo de toda a eternidade.

As filosofias dhármicas sempre ofereceram uma posição diferente sobre isso. Na filosofia hindu, por exemplo, Atman é considerado uma consciência universal e pura, mas nossos egos individuais ou ahamkara são impressões falsas e fugazes de constância. O eu é uma ilusão.

Na tradição ocidental, cerca de um século depois de Descartes, David Hume fez da sua missão estourar a bolha cartesiana. Ele disse, basicamente: “Bem, René, onde exatamente está esse 'ego'? Porque, por mais que eu procure, não consigo encontrá-lo. Só encontro pensamentos, sensações, memórias e assim por diante. É tudo um fluxo. É uma bagunça confusa. Na melhor das hipóteses, é um amontoado de muitas coisas.”

Hoje, a filosofia do episodismo pega essa ideia e a transforma em uma filosofia prática e viável. Nada permanece igual. Crescemos, mudamos e, claro, morremos.

“O universo me deve X / Eu tenho direito a Y”

O mundo não nos deve nada. Nascemos nus e chorando, sem absolutamente nada. Tudo o que nos acontece, e todas as coisas que possuímos ou amamos, por menores ou maiores que sejam, são meros fragmentos de um universo que segue seu próprio ritmo. O mundo e suas leis não têm a menor obrigação de nos dar o que queremos. Podemos nos sentir com direito a isto ou aquilo, mas isso é arrogância e vaidade que o universo simplesmente ignora.

O absurdismo de Albert Camus centra-se no nosso desejo de criar significado. Queremos uma metanarrativa cósmica para explicar tudo o que está acontecendo: deve haver um propósito maior ou um bem maior em tudo isso. Por que mais eu teria que lutar contra essa dor ou me arrastar por todo esse tédio? Para Camus, é isso. Esta é a vida que temos e, se existe algum propósito cósmico, ele é muito remoto e incompreensível para nossas mentes temporais e primitivas.

Temos apenas o que temos e devemos tirar o melhor proveito disso. Empurre a pedra, sue a camisa e tente dar umas risadas pelo caminho.

"Quando eu tiver mais dinheiro, um emprego melhor e uma casa maior, serei feliz."

Todos nós já assistimos a Clube da Luta . Todos nós já ouvimos os clichês antimaterialistas que saturam as redes sociais. Concordamos com a cabeça, mas também nos perguntamos por que todas essas pessoas que dizem "você não precisa de dinheiro" quase sempre parecem ter muito dinheiro.

Mas nem sempre foi assim. Sejam monges comprometidos com o voto de pobreza, escravos romanos que se tornaram filósofos famosos ou trabalhadores marginalizados na Índia, quase todos os filósofos concordaram em um ponto: depois de certo ponto, ter mais coisas não trará felicidade. Na Grécia Antiga, os epicuristas argumentavam que só encontraremos a paz aprendendo a viver com quem somos agora e com o que temos ao nosso redor. Como disse Epicuro, se você não se contenta com pouco, não se contentará com nada. Siddhartha Gautama criou toda uma religião baseada na ideia de que o desejo por coisas sempre leva a mais sofrimento no final.

Na verdade, essa última crença perigosa é o que torna a filosofia tão importante. Porque a filosofia é o que nos leva para dentro. Ela busca esclarecer nossos pensamentos e compreender nossas motivações. Quando o mundo nos diz que a felicidade e a realização estão nos muitos frutos de vencer a corrida desenfreada desta temporada, a filosofia diz que não. A felicidade está e sempre esteve em nossas mentes. Então, vamos mergulhar em nosso interior, olhar ao redor e garantir que tudo esteja em ordem.

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Jonny é o criador da rede social Mini Philosophy . Ele é autor de três livros, todos best-sellers internacionais, e filósofo residente do Big Think . É conhecido mundialmente por tornar a filosofia acessível, fácil de entender e divertida.