terça-feira, 11 de agosto de 2026

A nova lógica dos supermercados , The News

 


(Imagem: Giphy)

A compra do mês já não é mais a mesma — e isso vale para os supermercados. As redes estão revendo estratégias de crescimento para se adaptarem à nova forma de consumo.

Uma das mudanças é a quantidade de lojas. O grupo GPA, dono das redes Pão de Açúcar e Extra, que já teve em torno de 800 lojas em 2020, fechou cerca de 100 dessas unidades até o final do ano passado.

Parte desse problema está nos custos. Isso porque, apesar das 10 maiores empresas do varejo alimentar brasileiro terem movimentado +R$ 361 bi em 2025, as despesas pesam.

Pense que abrir uma unidade significa gastos com aluguel, funcionários e estoque. Esses custos continuam mesmo quando as vendas não seguem a expansão.

Ao mesmo tempo, o consumidor mudou. Com o orçamento mais apertado, os brasileiros passaram a comparar e priorizar o custo-benefício. Atualmente, 6 em cada 10 consumidores afirmam buscar opções de menor preço.

  • Em meio a esse movimento, atacarejos ganharam espaço, combinando preços menores e compras em maior volume. O varejo alimentar faturou cerca de R$ 1 tri em 2025, dos quais R$ 327 bilhões (29%) vieram dos atacarejos.

Zoom-out: A mudança também acontece fora das lojas. Por aqui, 15% dos brasileiros afirmaram já ter realizado compras de supermercado online em 2025.

Os seus avós vão decidir os próximos políticos? The News

 

Aparentemente sim. Isso porque, segundo o TSE, o Brasil chega às eleições de outubro com o eleitorado mais velho da história recente. Pela primeira vez, quase 1 em cada 4 votos sairá de uma pessoa com 60 anos ou mais.

  • O eleitorado +60 saltou de 20M em 2010 para 37M em 2026, representando um crescimento de aproximadamente 80%. No mesmo período, o eleitorado total avançou apenas 15%.

Por que isso importa? Além de ser a primeira vez que essa faixa etária supera a de jovens entre 16 e 24 anos, o grupo também vota mais do que a média do país. Para se ter ideia, o comparecimento de eleitores da terceira idade nas urnas é de 65,5%.

O que está por trás disso?

Dois principais fatores contribuem para esse fenômeno. O primeiro deles é o envelhecimento da população brasileira. Segundo o IBGE, a fatia de brasileiros com +60 saltou de 7% para 16% da população em três décadas.

Outro fator foi a queda do eleitorado jovem. O número de eleitores de 16 a 18 anos caiu 14,5% desde a última eleição — sinal de um país que fez menos filhos. A taxa de fecundidade do Brasil já se aproxima do Japão e EUA, que são historicamente associados a populações envelhecidas.

O outro lado da moeda: Pessoas acima de 65 anos compartilham 7x mais fake news do que jovens entre 18 e 29 anos. Isso torna o grupo um alvo relevante de estratégias de desinformação em período eleitoral.

STF amplia decisões colegiadas, mas monocráticas ainda são 80% do total, CNN

 Levantamento realizado pela CNN Brasil mostra que, nos últimos seis anos, o STF (Supremo Tribunal Federal) aumentou a participação das decisões colegiadas no total de julgamentos. As decisões monocráticas, porém, continuam sendo maioria e representam mais de 80% do total.

No período analisado, a maior proporção de decisões monocráticas foi registrada em 2022, quando elas chegaram a 85,6% das decisões do STF.

Desde então, porém, há uma tendência de crescimento da participação das decisões colegiadas. Em três anos, a proporção de decisões tomadas em grupo, seja pelo plenário ou pelas turmas, aumentou cerca de 5,2 pontos percentuais.

Apesar do avanço, as decisões colegiadas não chegaram a representar 20% do total em nenhum dos anos analisados. Em 2025, último dado disponível, foi registrada a menor proporção de monocráticas, representando 80,4% das decisões totais.

No STF, as decisões monocráticas são aquelas tomadas individualmente por um único ministro na condição de relator de um processo.

Esse tipo de decisão pode ser utilizado, por exemplo, em questões urgentes, na aplicação de entendimentos já consolidados pelo Tribunal ou para dar andamento a processos com base em precedentes da Corte.

Isso porque, quando determinado tema já foi analisado diversas vezes pela Corte, o relator pode aplicar individualmente o entendimento já consolidado, sem a necessidade de uma nova discussão. Com isso, é possível dar andamento a um número maior de processos mais rapidamente.

Em alguns casos, a decisão monocrática pode ser posteriormente analisada pelo colegiado (plenário ou turmas), que pode confirmá-la, modificá-la ou rejeitá-la.

Embora decisões monocráticas sejam comuns nos tribunais, o mecanismo passou a ser alvo de críticas nos últimos anos, principalmente no Congresso Nacional. Parlamentares questionam o que consideram um excesso de poder individual dos ministros e, desde 2023, discutem medidas para limitar esse tipo de decisão.

Em participação no evento CNN Talks na última semana, o ministro André Mendonça afirmou que, em um “mundo ideal”, as decisões monocráticas não existiriam. Segundo ele, porém, o volume de processos sob responsabilidade de cada ministro torna esse tipo de decisão necessário para o funcionamento do Judiciário.

“Com o volume que nós temos, o tribunal não funcionaria sem decisões monocráticas”, afirmou Mendonça.

Veja abaixo a evolução das decisões monocráticas nos últimos 6 anos:

  • Em 2025: 118.072 decisões proferidas, sendo 94.934 decisões monocráticas (80,4%) e 23.138 decisões colegiadas (19,6%).
  • Em 2024: 115.508 decisões proferidas, sendo 94.069 decisões monocráticas (81,4%) e 21.439 decisões colegiadas (18,6%).
  • Em 2023: 105.834 decisões proferidas, sendo 87.637 decisões monocráticas (82,8%) e 18.197 decisões colegiadas (17,2%).
  • Em 2022: 89.951 decisões proferidas, sendo 76.985 decisões monocráticas (85,6%) e 12.966 decisões colegiadas (14,4%).
  • Em 2021: 98.198 decisões proferidas, sendo 82.781 decisões monocráticas (84,3%) e 15.417 decisões colegiadas (15,7%).
  • Em 2020: 99.517 decisões proferidas, sendo 81.308 decisões monocráticas (81,7%) e 18.209 decisões colegiadas (18,3%).
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