domingo, 9 de agosto de 2026

Degola de Marco Buzzi mostra que ministro de tribunal não está livre da lâmina, Elio Gaspari, FSP

 Antes mesmo das denúncias de assédio sexual do ministro Marco Buzzi, do Superior Tribunal de Justiça, sua fama entre os colegas não era a pior, mas era uma das piores.

Sua degola mostrou que o pescoço de ministro de tribunal de Brasília não está livre da lâmina.

Homem de cabelos grisalhos e óculos escuros veste terno azul escuro, camisa branca e gravata vermelha com prendedor. Atrás dele, painel exibe três perfis femininos sobrepostos em tons de azul e roxo.
Marco Buzzi durante o 1º Simpósio STJ Violência Doméstica e Justiça - Gustavo Lima - 18.dez.25/Divulgação/STJ

As frituras da Federal

O ministro André Mendonça entrou em rota de colisão com a Polícia Federal. Mau negócio.

Deixando-se de lado frituras nacionais recentes e indo-se a um precedente americano, foi um ex-agente do FBI, a Federal americana, quem deu o empurrão que ajudou a fritar Richard Nixon em 1974, derrubando-o da presidência dos Estados Unidos.

A Casa Branca tentou grampear a sede do Partido Democrata em junho de 1972 e cinco aloprados foram presos.

Em outubro, Nixon desconfiava que um agente do FBI estivesse alimentando a imprensa.

Bingo. Mark Felt, ex-vice-diretor do FBI, apelidado Garganta Profunda (título de um filme pornô da época), na redação do Washington Post, era uma de suas fontes. Era dele que Nixon desconfiava.

Hoover e a carta da PF

Se 27 superintendentes do FBI tivessem assinado uma carta sobre seja lá o que for, J. Edgar Hoover (1895-1972), eterno diretor da Federal americana, teria se enforcado no banheiro de sua casa.

terça-feira, 4 de agosto de 2026

diálogos da transição Brasduto de volta, rateamento das baterias e o saldo do CNPE, EIXOS

 Mais de 6 mil projetos foram cadastrados para os leilões de baterias de dezembro, informou nesta segunda (3/8) a Empresa de Pesquisa Energética (EPE). E o Nordeste desponta como o destino favorito dos desenvolvedores de sistemas de armazenamento de energia em bateria (BESS).


Dos 296,8 GW de potência cadastrados para os certames:

  • 71,1% estão no Nordeste, que lidera a geração de renováveis no país;

  • enquanto 18,8% estão no Sudeste;

  • e 10,1% nas demais regiões.

A contratação dos sistemas de baterias ocorrerá por meio de dois leilões:

  • o primeiro (2/12) destinado a sistemas BESS com conteúdo local fixado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), e para o qual foram cadastrados 5.296 projetos (261,4 GW de potência);

  • e o segundo (4/12) aberto a todos os projetos, e para o qual foram cadastrados 5.734 projetos (281 GW de potência).

Parte dos projetos (245 GW) participa de ambos os leilões. E a tendência é que nem todos esses projetos estarão, ao fim, aptos a participar dos certames, já que ainda passarão por habilitação técnica da EPE.

O número de projetos representa um recorde de participação para leilões do setor elétrico brasileiro

  • Na avaliação da EPE, as características modulares dos sistemas, associadas à dispensa de licença ambiental e de certificações de projeto na etapa de cadastramento, contribuíram para o recorde;

  • já a Associação Brasileira de Soluções de Armazenamento de Energia (Absae) atribuiu o número à confiança de investidores no Brasil e à capacidade técnica, industrial e financeira para viabilizar investimentos em larga escala no país.

Os próximos passos: Os editais estão, até 14 de setembro, em consulta pública pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Na sequência, a nota técnica com a capacidade de escoamento disponível para os certames está prevista para 28/9; e a habilitação técnica deverá ser concluída em 17/11.

E quem vai bancar? E no meio dos preparativos para os leilões de BESS, a divisão dos custos do armazenamento em baterias chegou ao Congresso:

  • No Senado, o substitutivo do PL 5017/2019, aprovado pela Comissão de Serviços de Infraestrutura (CI) em julho, incluiu um trecho para derrubar artigo da lei 15.269/2025 que colocou sobre os geradores os custos da contratação dos sistemas de armazenamento;

  • Na Câmara, tramita o projeto de lei 3.716/2026, do deputado Arnaldo Jardim (Cidadania/SP), que propõe o rateio desse custo com usuários.

A mudança atende tanto geradores como empresas interessadas no leilão de baterias. A Absae critica o rateio de custos do armazenamento somente pelas geradoras e classifica a regra como “excepcional” e “anti-isonômica”.

Para ficar de olho. Encerrado oficialmente o recesso parlamentar, o Congresso começa a retomar as atividades – o primeiro esforço concentrado previsto para ocorrer no período eleitoral, no entanto, deve ficar para semana que vem.