domingo, 8 de julho de 2018

Parque aquático de SP é acusado de tirar água de forma ilegal de aquífero, Fantástico

Edição do dia 02/08/2015
02/08/2015 21h55 - Atualizado em 03/08/2015 00h46

Segundo estudos geológicos, a 864 metros de profundidade o poço, que abastece o parque em Olímpia, atingiu o Aquífero Guarani.

Em tempos de falta d´água, o Fantástico traz uma denúncia envolvendo um dos maiores parques aquáticos do Brasil. Nossos repórteres foram ao interior de São Paulo para mostrar que um grande centro de lazer está sendo acusado de tirar água de forma irregular do Aquífero Guarani, o segundo maior reservatório subterrâneo de água doce do mundo.
Um parque aquático funciona a pleno vapor, enquanto um outro está abandonado. Os dois ficam no interior de São Paulo, a 400 quilômetros um do outro. O que eles têm em comum? A origem da água, que provocou pedidos de fechamento das fontes minerais e longas disputas jurídicas.
“A palavra pode parecer forte, mas houve um roubo do bem da União para uma utilização que nós não concordamos”, diz Ricardo Moraes, superintendente do Departamento Nacional de Produção Mineral-SP.
Para entender essa história, é preciso voltar ao ano de 1953. Nascia a Petrobras. Nessa época, houve perfurações em vários pontos do Brasil, atrás de petróleo. Em São Paulo, foram quatro. Como nesses lugares não saiu uma gota sequer, os poços foram lacrados. Em Olímpia, interior de São Paulo, fica um desses antigos poços da Petrobras.
Segundo estudos geológicos, a 864 metros de profundidade o poço atingiu o Aquífero Guarani, um gigantesco reservatório subterrâneo de água doce, que se estende por Brasil, Paraguai, Argentina e Uruguai, e que, na época, não se sabia que existia. 
Algumas cidades, como Ribeirão Preto, são abastecidas exclusivamente pelo Aquífero Guarani.
“Numa seca prolongada, a gente pode utilizar os recursos hídricos subterrâneos de forma complementar ou talvez até de forma única de abastecimento”, destaca Edson Wendland, professor de recursos hídricos da UFSCar
Em Olímpia, do poço perfurado pela Petrobras a água sai a 40 graus. “Quanto maior a profundidade, maior será a temperatura da água”, explica o professor.
Do poço, a água segue quente por um encanamento embaixo da terra até o Thermas dos Laranjais, o quarto maior parque aquático do mundo. Só no ano passado, passaram pelo local mais de 2 milhões de visitantes.
Por que a água do Aquífero Guarani abastece o Thermas? A prefeitura de Olímpia diz que, nos anos 80, recebeu autorização da Petrobras para usar o poço, e depois repassou o poço para um empresário.  Sabe quanto a prefeitura recebe até hoje por isso?
“É uma lei de 30 anos atrás que previa um salário mínimo, que o Thermas paga”, diz Geninho Zuliani, prefeito de Olímpia.
Um salário mínimo: R$ 788 por mês. Quem deve autorizar o funcionamento de parques desse tipo é o Departamento Nacional de Produção Mineral, do Ministério de Minas e Energia.
Sobre o Thermas de Olímpia, o DNPM afirma: “Eles não têm autorização nossa. Nunca tiveram”, diz Ricardo Moraes.
“Esse poço deveria estar fechado. Ele não teve uma manutenção adequada ao longo dos anos, ele não deveria estar funcionando”, destaca Ana Lúcia Gesicki, geóloga do DNPM.
Em 2004, a direção do Thermas perfurou um outro poço, que fica dentro do parque e também pega água do Aquífero Guarani. Um poço profundo que também tem água quente.
“É uma exploração ilícita, sem autorização. É definido na lei penal como crime”, destaca Vanessa Carvalho dos Santos, procuradora da Advocacia-Geral da União.
Em 2009, os dois poços foram lacrados e o parque fechou. Dezenove dias depois os poços e o Thermas foram reabertos por decisão de um juiz federal de São Paulo. Para ele, o fechamento abrupto do parque representaria enorme impacto negativo na economia da região.
“Estamos recorrendo porque achamos que não cabe continuar trabalhando dessa forma”, diz o superintendente do DNPM-SP.
O parque informou que, atualmente, saem dos dois poços quase 117 milhões de litros mensais, o que daria para abastecer cerca de 20 mil pessoas ao mês.
Em maio deste ano, saiu uma outra decisão judicial. Dessa vez, de um juiz federal de São José do Rio Preto, que julgou uma ação civil pública contra o parque. A decisão: o Thermas precisa pagar, pelo uso da água, um percentual do faturamento para a prefeitura e para a União. Hoje, esse valor gira em torno de R$ 12 mil por mês.
A cobrança é retroativa a 2009. O parque diz que já depositou o valor total, R$ 672 mil, numa conta da Justiça.
Para comparar, se uma indústria da região tivesse o mesmo consumo mensal, a conta chegaria a R$ 619 mil por mês.
A  Advocacia-Geral da União acha R$ 12 mil pouco e cobra na Justiça o pagamento de um valor muito mais alto: R$ 17 milhões, referentes ao consumo de quase 4 bilhões de litros do Aquífero Guarani, entre 2005 e 2009.
“Esse valor é para reparar o prejuízo que já foi causado para a União, para o poder público e principalmente para a sociedade”, diz a procuradora.
Em maio, a Justiça também determinou que o poço perfurado pela Petrobras tem de ser fechado até setembro de 2020.
“O poço será fechado no prazo determinado. Nós temos outras fontes de recursos para a água, que é a fonte interna do parque, mesmo porque existe a possibilidade de perfuração de novos poços”, diz Caia Piton, advogado do parque.
O parque diz que o faturamento chega a R$ 85 milhões por ano e que todo esse dinheiro é reinvestido em melhorias.
“É uma associação sem fins lucrativos, que não distribui dividendos para a diretoria dela, mas que paga impostos sobre suas atividades porque são consideradas comerciais”, diz o advogado do parque.
O Thermas também fala que está amparado pela Justiça e que sempre tentou regularizar os dois poços.
“Não há motivo absolutamente nenhum para se comparar isso a usurpação”, ressalta o advogado.
E como estão os outros poços perfurados nos anos 50 pela Petrobras no interior de São Paulo? Em 2012, a Justiça determinou o fechamento de dois deles, que abasteciam irregularmente outros parques. Um em Paraguaçu Paulista e outro em Presidente Epitácio.
Desde então, os dois não funcionam. Mas um vazamento acontece no poço de Presidente Epitácio, que tem 1.600 metros de profundidade e também atinge o Aquífero Guarani. De acordo com os procuradores da República, esse vazamento existe há pelo menos dez anos, antes mesmo do fechamento do parque.
É dia e noite vazando água sem parar. Segundo o Ministério Público, a água chega a atingir 70 graus. Fizemos um teste. Em poucos minutos, macarrão instantâneo e ovos ficam prontos.
Do antigo poço da Petrobras, a água segue por um cano que atravessa um rio e levava água para o parque, fechado desde 2012.
Depois que o parque aquático foi fechado, toda água quente é jogada fora. São 100 mil litros por hora que se misturam à água do Rio Caiuazinho, um dos afluentes do Rio Paraná, o segundo maior da América do Sul. Segundo os pescadores, toda essa água quente tem afastado os peixes da região.
A quantidade de água jogada fora em Presidente Epitácio daria para abastecer durante três meses toda a população de Itu, a cidade paulista que mais sofreu com a seca no ano passado. As imagens do vazamento surpreenderam a geóloga do Departamento Nacional de Produção Mineral.
“Nossa, isso é chocante. Isso não poderia estar acontecendo. Esse poço tem que ser fechado”, destaca Ana Lúcia Gesicki.
O Ministério Público Federal cobra dos antigos donos do parque e da Agência Nacional do Petróleo, a responsável atual pelos antigos poços da Petrobras, uma indenização de R$ 20 milhões por danos ao meio ambiente.
“O revestimento do poço ele foi sendo prejudicado, ele foi sendo danificado com o passar do tempo e o problema foi se agravando”, diz Luís Roberto Gomes, procurador da República.
Desde novembro do ano passado, a Justiça tenta e não consegue localizar os antigos donos do parque. Procurada pelo Fantástico, a Agência Nacional do Petróleo informou que nunca deu nenhuma autorização para o uso dos poços. Quanto ao de Presidente Epitácio, a ANP concorda que o poço deve ser fechado e disse que aguarda a Justiça definir quem será o responsável por isso. Até lá, o desperdício de água continua.
“A água é um bem essencial, estratégico. Temos que defender a água a qualquer custo. Ainda mais agora, nessa crise hídrica nacional”, afirma a procuradora da Advocacia-Geral da União.

Turismo termal investe R$ 2 bi em Olímpia, FSP

Cidade ganha em um mês três resorts que exploram as águas quentes e movimentam economia

Marcelo Toledo
RIBEIRÃO PRETO (SP)
Sede de um dos parques aquáticos mais visitados do mundo, a pacata Olímpia, que viu sua vocação de ter águas termais ser descoberta por acaso, passa por um boom de investimentos em sua rede hoteleira que chega a R$ 2 bilhões.
Com 54 mil habitantes, a cidade, estância turística desde 2014, tem 19 mil leitos em resorts, hotéis, pousadas, flats e casas de veraneio. Apenas desde maio, foram entregues 1.440 suítes em três resorts.
O mais recente empreendimento é o complexo do Royal Thermas, com 960 apartamentos em dois resorts, cuja segunda etapa foi entregue no dia 22 de junho. O investimento supera R$ 200 milhões.
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"O objetivo foi oferecer qualidade de hotelaria e Olímpia se transformar de fato em lugar turístico, não de bate-volta", disse o diretor do grupo GR, Gustavo Rezende.
Oito em cada dez turistas são paulistas, metade deles da capital e região metropolitana, segundo a prefeitura. Em geral, os turistas são casados, têm filhos e idade entre 26 e 50 anos.
O resort, vendido no modelo de multiproprietários, tem acesso exclusivo ao parque aquático que originou a fama da cidade e diária em baixa temporada a partir de R$ 606.
Segundo Rezende, em julho, o grupo lançará um terceiro empreendimento hoteleiro, com mais 500 apartamentos e que custará R$ 100 milhões.
"É uma cidade muito valorizada e com espaço gigantesco para crescer", disse.
O grupo Ferrasa inaugurou em junho o Hot Beach Resort Olímpia (484 suítes), que funciona no parque homônimo, com capacidade para atender 800 mil pessoas por ano.
O Ferrasa já tinha um hotel com 48 apartamentos e, em 2015, inaugurou o resort Celebration (264 suítes). Agora, está construindo o Hot Beach Suítes, com 442 apartamentos vendidos em frações.
No total, os empreendimentos representam investimento de R$ 385 milhões, dos quais R$ 140 milhões no resort em construção atualmente. "O novo resort já está 85% vendido, e a previsão é inaugurarmos em dezembro de 2020", disse Sérgio Ney Padilha, diretor-executivo do Ferrasa.
O grupo goiano Natos, por sua vez, investiu R$ 815 milhões em dois resorts e prevê um terceiro, com aporte de R$ 500 milhões.
O Olímpia Park Resort, com 912 apartamentos (456 entregues), foi comercializado em 11 meses e aberto em maio, enquanto o Solar das Águas Park Resort, com 1.000 suítes, deve entrar em operação em 2020.
"Olímpia é a bola da vez. O crescimento é sustentável, com foco total na família. Temos cinemas, praça de alimentação, espaço kids, piscinas, spa e academia para que a pessoa se sinta bem", disse o CEO Rafael Pereira de Almeida.
Segundo ele, o sistema de venda fracionada permitirá que, no resort em construção, um apartamento seja dividido por até 26 proprietários.
As 3.648 cotas, com preço a partir de R$ 35 mil, estão vendidas há três anos.
Dados da Firjan (Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro) mostram que Olímpia ficou em segundo lugar no ranking das cidades mais desenvolvidas do país.
Para entender a história do turismo local é preciso visitar o passado. Na década de 1950, quando inaugurada, a Petrobras perfurou poços em busca de petróleo no país, um deles na cidade paulista. Só encontrou água quente.
Resolveu então doar ao município, segundo o prefeito Fernando Cunha (PR), que avalia o fato como benéfico. "Petróleo acaba, água não."
Só nos anos 1980, com a abertura do parque Thermas dos Laranjais, o turismo começou a se desenvolver impulsionado pelas águas quentes. Hoje, o parque recebe mais de 2 milhões de visitantes por ano.
Em locais como o poço do Hot Beach, a água é captada do aquífero Guarani com temperatura de 50ºC e precisa ser resfriada para chegar às piscinas com temperatura média de 32ºC.
Como principal atividade econômica, o turismo movimentou R$ 250 milhões na cidade em 2017.
O setor de serviços representa 67% da economia local.

Orelhões resistem na era do celular, OESP

Somente na cidade de São Paulo, são mais de 40 mil aparelhos e a maioria ainda é utilizada

Juliana Diógenes, O Estado de São Paulo
08 Julho 2018 | 03h00
Orelhões resistem na era do celular
Rubens Brito usa telefone público na estação Barra Funda do metrô Foto: WERTHER SANTANA / ESTADÃO
“Não é por ser velho, viu? Mas é que, para mim, compensa demais usar orelhão”, já se justifica o eletrotécnico e analista de sistemas Rubens Brito, de 65 anos. Com o celular quebrado, é um dos usuários frequentes dos orelhões mais utilizados da cidade de São Paulo: os da estação de metrô e terminal rodoviário Barra Funda, zona oeste. Por lá, Brito passa diariamente, indo e vindo de ônibus de Sorocaba – no interior, onde mora –, para trabalhar. 
Sim, os orelhões estão entre nós. E a maioria ainda funciona. Invisíveis para muitos, são utilizados por outros tantos que, na emergência, por falta de celular, acabam telefonando a cobrar ou com cartão. Os telefones de uso público estão espalhados nas calçadas do País: são 768 mil. De julho a dezembro de 2017, cerca de 93% dos telefones públicos no Estado tiveram uso de até 1 crédito por dia (chamada de dois minutos). Desse montante, metade teve uso de até 59 segundos. 
Só na cidade de São Paulo, são mais de 40 mil. Os orelhões mais usados estão nas Estações Brás e Barra Funda – com base nos créditos dos cartões telefônicos, e não na duração das chamadas. “Muitas vezes, não tenho créditos no celular. Então, sempre tenho um cartão ou dois na mão para fazer ligações. Desta vez, estou com o celular quebrado mesmo”, conta Brito. Por mês, diz usar o telefone público de 10 a 15 vezes. 
Além disso, ele admite que não é lá muito afeiçoado a estender a conversa por telefone. Brito para nos orelhões da Barra Funda, enfia um cartão e conversa por 2 minutos com a mulher “para saber como estão as coisas” e para avisar que estava retornando a Sorocaba. “Sou muito objetivo. Minhas ligações são rápidas. Tem gente que fala demais o dia todo. É chato isso de ficar mandando mensagem todo tempo.” 
Quem também não é muito chegada a conversar ao celular e evita o troca-troca de mensagens instantâneas é a diarista Maiana Leão, de 33 anos. “Não gosto, não. Acho que atrapalha o serviço. Sou até contra”, diz ela, que está com o celular quebrado há três meses. “Meu cartão telefônico estava guardado nas minhas coisas há uns cinco anos. Sabia que usaria um dia.”
Maiana marcou de buscar encomendas com um vendedor na Estação Brás por saber que lá encontraria orelhões. Mas houve um desencontro: o vendedor foi para o lado errado das catracas, e a diarista precisou ficar subindo e descendo para ir até os telefones públicos e se comunicar com as filhas, as intermediárias do encontro. Por questões financeiras, Maiana optou por deixar as filhas de 12 e 9 anos, cada uma com um aparelho móvel, para ela poder se virar quando estiver na rua.
“Ai, que nervoso! Olha a dificuldade. Toda hora que quero saber alguma coisa preciso subir a estação inteira para ir até o orelhão. Não estou encontrando com o homem porque estou sem celular. Já é a segunda vez que ligo para as minhas filhas para poderem falar com ele e avisarem onde estou”, disse.
Enquanto a reportagem conversava com Maiana, no Brás, o técnico de telefonia Carlos Eduardo Domingues consertava os orelhões. A manutenção é semanal. Segundo ele, o principal motivo para falhas é o furto de cabos. “Quando comecei a trabalhar com orelhões, pensei que ninguém usava. Mas muita gente usa. Só no centro, na área onde opero, são 4 mil.”
Marsilac. Longe do centro, no extremo sul da capital, moradores de Marsilac já sabem que somente duas operadoras de telefonia funcionam nas redondezas. Nessa área afastada do centro, quem usa mesmo os orelhões são “os perdidos”, que não moram por ali.
Morador de Marsilac, o cabeleireiro Josiel de Jesus, de 37 anos, diz que os caminhoneiros, quando vão fazer entregas na região e precisam localizar o cliente, recorrem a telefone público. “O celular deles não pega, aí param aqui e tentam ligar no orelhão. Se não conseguem, pedem nosso celular e ligam a cobrar.”
Quando não são os perdidos, são moradores com perrengue: porque não têm celular ou precisam ligar para números 0800. Na quinta-feira da semana passada, a dona de casa Sara Santos, de 23 anos, estava sentada diante de dois orelhões. “Pelo celular não consigo ligar 0800. Já no orelhão, dá. Mas esses não estão funcionando. Geralmente, está tudo quebrado.”
No aperto, até os técnicos de telefonia usam os “dinossauros”. No mesmo dia, a caminho da casa de um cliente, em Marsilac, o técnico da Vivo Reginaldo Luís precisou entrar em contato com o cliente, mas estava sem o telefone particular. O celular corporativo, segundo ele, só faz ligações para contatos institucionais. A solução estava logo ali: dois orelhões. Mas não e funcionavam. Decidiu abrir os telefones e consertá-los. “Não mexo com orelhão, mas com fixo e internet. Vim consertar porque precisava falar com o cliente”.
Em nota, a Vivo disse que, mensalmente, cerca de 25% dos telefones públicos da operadora no Estado sofrem vandalismo. Um sistema remoto detecta os defeitos.
Orelhões resistem na era do celular
A diarista Mariana Leão usa telefone público na estação Brás do metrô Foto: WERTHER SANTANA / ESTADÃO
CURIOSIDADES
Números:
Há 768 mil orelhões em todo o Brasil – 1/4 em manutenção. 
Concentração:
O Sudeste concentra a maioria dos orelhões (329 mil), seguido da Região Nordeste (196 mil).
Local:
Só o Estado de São Paulo possui mais da metade deles: 179,3 mil.
Capital:
A cidade de São Paulo tem 40.131 telefones de uso público.
Uso:
Os orelhões mais utilizados da capital paulista estão nas Estações Brás e Barra Funda.
Destruição:
Mensalmente, cerca de 25% dos telefones públicos de operadoras no Estado sofrem vandalismo.