A perspectiva de que o ministro Alexandre de Moraes assuma a presidência do Supremo Tribunal Federal (STF) no ano que vem, ao final do mandato do ministro Edson Fachin — empossado para o biênio 2025–2027 - tornou-se um fator de apreensão nos bastidores da Corte. O receio central envolve o impacto sobre a credibilidade da instituição caso ela passe a ser comandada por um magistrado alvo de suspeitas não esclarecidas.
As revelações das trocas de mensagens entre Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro abriram uma fissura institucional difícil de reparar no Tribunal. O episódio levanta dúvidas sobre os riscos para o equilíbrio da Corte caso o perfil heterodoxo de Moraes — pejorativamente batizado por críticos de “Direito Xandônico”, marcado por decisões monocráticas e desproporcionais — passe a ditar o comando do Supremo. Especialmente depois de “ter sido exposto” e “de ter o ego ferido”.

Um segundo fator de fragilização é o visível movimento de afastamento político do Palácio do Planalto. Enquanto os demais presidenciáveis e lideranças de oposição foram a público criticar e pedir o afastamento de Moraes, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva optou por se distanciar do debate e adotar uma postura de omissão calculada: não criticou, tampouco defendeu o magistrado.
Essa postura do petista é incoerente com a aproximação de ambos, que inclui agendas e reuniões reservadas dentro do Palácio da Alvorada, revelando que Lula busca evitar o desgaste da associação direta de sua imagem ao escândalo no momento atual.
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Por fim, pesa a apreensão no meio jurídico com o risco de uma nova onda de duras críticas e protestos populares pelo país. O temor nos bastidores não é de uma repetição de atos de vandalismo ou depredação, mas sim do desgaste gerado pelo aumento da rejeição popular.




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