sábado, 28 de dezembro de 2013

Casa por R$ 80 mil, entregue em 45 dias, usa estrutura de container

17/09/2013 06:10


Ângela Kempfer
Um dos projetos que utiliza container pelo mundo. O teto original, ganhou iluminação moderna.Um dos projetos que utiliza container pelo mundo. O teto original, ganhou iluminação moderna.
É preciso largar mão das convenções e ter coragem para novas experiências. A contrapartida é um imóvel com tratamento térmico e acústico, ecologicamente correto, barato e de execução em tempo recorde. Em Bonito, casas começam a ser feitas com container. O sistema veio mostrar a Mato Grosso do Sul uma tendência mundial de sustentabilidade e o melhor, sem abrir mão da beleza.
Há dois anos, o arquiteto Celso Costa Filho estuda o assunto e agora começa as primeiras obras, já com 4 projetos contratados.
As estruturas, antes usadas para transporte de cargas, quando transformadas em residências podem ser unidas lado a lado e assim surgem espaços para diferentes tamanhos de família. Empilhadas, viram um prédio de até 5 andares.
Lá dentro, a decoração vai dividir em cômodos o grande loft, se essa for a vontade do cliente. “Usamos os próprios móveis para separar os ambientes, madeira ou gesso acartonado. O banheiro, por exemplo, é feito de marcenaria”, explica o arquiteto.
Por fora, é possível revestir a fachada com madeira de demolição, por exemplo, ou abrir grandes janelas de vidro e espaço para portas.
Mas Celso gosta mesmo é da estética do container. “Passamos um produto para tirar qualquer sujeira, encardido e tudo fica bem limpo. Acho bonito assim”, comenta. Nem a pintura é refeita quando o desejo é preservar ao máximo o conceito de sustentabilidade.
Mansão feita no mesmo sistema, um dos exemplos exibidos por quem defende esse tipo de projeto."Mansão" feita no mesmo sistema, um dos exemplos exibidos por quem defende esse tipo de projeto.
Casa antes de ficar pronta, quando é possível entender a disposição dos containers.Casa antes de ficar pronta, quando é possível entender a disposição dos containers.
Ele promete entregar uma casa de 60 m² em 45 dias, por R$ 80 mil, já incluindo todo o paisagismo, a decoração interna, externa e os móveis. Também há um sistema de esgoto ecológico, com 97% da água filtrada antes de cair na rede e chance de reaproveitamento. “Colocamos até o shampoo no banheiro. A pessoa só entra com a mala”, brinca.
O que é mais interessante, na opinião de Celso Costa, é a possibilidade de ampliação infinita, sem muito transtorno com a reforma. Dá para se instalar em um container e depois ir aumentando a casa com outras estruturas iguais, ou até com alvenaria. “Tem gente também que quer criar uma parte para receber visitas. E para isso também é uma solução perfeita”, lembra Celso.
Em Bonito, um terreno de 10 X 30 terá o imóvel de 60 m², mas no futuro pode se transformar em um hostel, com outros andares feitos no mesmo sistema.
Como, normalmente, um container é usado durante décadas, suportando toneladas, o arquiteto garante que não há risco nenhum para a construção de prédios.
Para a execução em tempo recorde, ele treinou uma equipe de operários só para o trabalho com container, que vêm de Itajaí e de Santos.
Uma desvantagem é que por enquanto não há como financiar esse tipo de projeto na Caixa Econômica Federal, apenas em bancos privados. O telefone do arquiteto Celso Costa Filho é 8125-5767. Veja outros projetos executados pelo mundo com container:
Em Campo Grande, uma loja foi construída com a estrutura de cargas,Em Campo Grande, uma loja foi construída com a estrutura de cargas,
Casa por R$ 80 mil, entregue em 45 dias, usa estrutura de container
Casa por R$ 80 mil, entregue em 45 dias, usa estrutura de container
Casa por R$ 80 mil, entregue em 45 dias, usa estrutura de container
Casa por R$ 80 mil, entregue em 45 dias, usa estrutura de container

Uma casa sensacional feita com containeres


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Nos EUA é até comum os ver famílias morando em containers modificados, porém, esse arquiteto resolveu dar uma modernizada e construir uma casa sensacional usando vários deles. Veja as fotos na continuação…
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Uso de telhado verde pode reduzir impactos de ilhas de calor


O uso do telhado verde pode ser um instrumento importante para reduzir os impactos de ilhas das calor formadas especialmente em grandes centros urbanos, indica estudo da Universidade de São Paulo (USP). Ao comparar dois prédios da capital paulista, um com área verde e outro com laje de concreto, o geógrafo Humberto Catuzzo verificou que a temperatura no topo do edifício com jardim ficou até 5,3 graus Celsius (°C) mais baixa. Também houve ganho de 15,7% em relação à umidade relativa do ar.
“Se imaginarmos que está fazendo 25°C no prédio com telhado verde e, no de concreto, 30°C, isso faz uma grande diferença dentro daquele microclima”, disse o pesquisador e autor da tese de doutorado com esse tema. Catuzzo destacou que não é possível definir exatamente o impacto que a iniciativa teria, se fosse expandida, mas observou que as diferenças de temperatura e umidade constatadas na experiência foram muito significativas. “Poderia melhorar a questão climática ou ambiental daquela região central”, ressaltou.
Os edifícios analisados foram o Conde Matarazzo, sede da prefeitura de São Paulo, no Viaduto do Chá, e o Mercantil/Finasa, na Rua Líbero Badaró, cuja laje é de concreto. Os dois prédios, localizados na margem direita do Vale do Anhangabaú, foram escolhidos por estarem sujeitos a condições atmosféricas e de insolação semelhantes. No topo dos edifícios foram instalados sensores a 1,5 metro do chão (padrão internacional), que, durante um ano e 11 dias, mediram a temperatura e a umidade relativa do ar na área dos dois telhados.
De acordo com Catuzzo, a ilha de calor existente no centro de São Paulo eleva em até 10°C a temperatura na região durante o verão. “O concreto, o pavimento, a grande circulação de veículos fazem com que essa área tenha um aquecimento maior em relação a outras”, disse. O uso de telhados ecológicos solucionaria também o problema da falta de espaços no centro que pudessem abrigar áreas verdes.
No estudo, Catuzzo comparou os dados do prédio da prefeitura com as informações do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). Nesse caso, o telhado verde, mesmo estando em área central, apresentou menor aquecimento e maior umidade relativa do ar. A variação mais significativa foi 3,2°C mais frio e 21,7% mais úmido.
Segundo o pesquisador, essas áreas absorvem cerca de 30% da luz irradiada pelo sol. “Parte [da energia] é retida pelas plantas, até pela questão da fotossíntese, e uma menor quantidade de calor é emitida de novo para a atmosfera”, disse Catuzzo à Agência Brasil. Sem a vegetação, o concreto recebe a energia solar, fica aquecido e emite novamente calor, ou seja, está aquecendo ainda mais.
Além do ganho em termos climáticos, o telhado verde pode contribuir para a redução do uso de energia. “Aumenta-se o conforto térmico no interior dos edifícios e, consequentemente, reduz-se o uso do ar-condicionado”, exemplificou Catuzzo. Também melhora o escoamento pluvial, que é fundamental especialmente para uma cidade que sofre com enchentes. “A água da chuva escoa mais lentamente para as galerias.”
Para o geógrafo, a expansão do uso desse tipo de telhado pode ajudar na formação de corredores ecológicos nas grandes cidades, interligando várias coberturas às áreas preservadas, como praças e parques. “No 14° andar de um prédio, existe vida. São pássaros, como sabiás e bem-te-vis. Há todo um ecossistema, mesmo que reduzido, funcionando perfeitamente. Ver a cidade mais verde significaria ganho de qualidade ambiental para a comunidade como um todo.”
A instalação de um telhado verde, no entanto, não pode ser feita sem cálculos para verificação de qual o modelo mais adequado de acordo com as condições estruturais do prédio. “O da prefeitura, por exemplo, é um telhado verde intensivo, que tem um peso maior, com árvores de porte médio a alto”, explicou Catuzzo. Existem outros tipos de cobertura vegetal, como a extensiva, com o uso de grama; e a semi-intensiva, com plantas de porte arbustivo, além da grama. (Fonte: Agência Brasil)