terça-feira, 10 de julho de 2012

Investimentos em energias limpas precisam dobrar até 2020, aponta AIE


fonte: EcoD

 energia solar �uma das principais op��es
Energia solar teve crescimento global médio de 42% por ano, na última década/Foto: Mike Baker Photography
Os investimentos em energias limpas deverão ser duplicados até 2020, para limitar a 2 graus Celsius (Cº) o aumento da temperatura global em longo prazo. A conclusão está no livro Perspectivas Tecnológicas de Energia 2012: Caminhos para um Sistema de Energia Limpa, elaborado pela Agência Internacional de Energia (AIE) e apresentado na segunda-feira, 9 de julho, pelo vice-diretor executivo da entidade, Richard Jones, no Ministério de Minas e Energia, em Brasília.
O livro mostra que é possível uma transformação tecnológica do sistema energético para permitir a redução da dependência em relação a combustíveis fósseis, além de aumentar a eficiência energética e reduzir as emissões nos setores da indústria, do transporte e da construção.
Uma das recomendações da AIE para os ministros de Energia no sentido de reduzir a emissão de carbono é diminuir progressivamente os subsídios aos combustíveis fósseis. A agência também recomenda a aceleração em inovação energética, com o desenvolvimento de planos estratégicos e a melhoria da eficiência energética em todos os setores de consumo de energia.
A publicação cita como exemplo as energias solar eólica, que tiveram crescimento global médio de 42% e 27%, respectivamente, por ano, nos últimos dez anos. “Graças ao apoio de políticas estratégicas e sustentáveis nas fases iniciais de investigação, desenvolvimento, demonstração e aplicação no mercado, essas tecnologias atingiram uma fase em que o setor privado pode ter um maior papel, permitindo a diminuição progressiva dos subsídios”.
Jones também informou que a AIE está trabalhando com o Brasil e outros parceiros na elaboração de um roteiro para o desenvolvimento sustentável de hidreletricidade, que deve estar pronto nos próximos meses.
O secretário adjunto de planejamento e desenvolvimento energético do ministério, Moacir Bertol, destacou a situação favorável da matriz energética brasileira, que tem participação de 45% de energias renováveis, sendo que a média mundial é de cerca de 13%. Segundo ele, a perspectiva do governo para 2020 é que a participação evolua para 47,7%, mantendo os altos níveis de uso de hidreletricidade e, simultaneamente, com o crescimento de biomassa, biocombustíveis e energia eólica.

inspirações containerizadas, do Ecodesenvolvimento


Habitação familiar
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“Container Nation” é uma habitação familiar, em Utah, Estados Unidos, criada pelo Grupo de São Francisco 41. Trata-se de uma proposta de projeto que deverá utilizar cerca de 1.000 contêineres, mas que ainda está à espera de aprovação. Joel Karr, diretor do Grupo 41 apresentou um projeto incrível que cria pontes virtuais que voam dentro dos espaços para garantir fluxo de ar livre dentro e fora da casa. Uma vez que a aprovação seja concedida, o Grupo pretende construir casas sustentáveis usando esses recipientes.
Salão de exposição
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Pelotão Kunsthalle é um salão de exposição inspirador e centro de arte situado em Seul, Coreia do Sul. A construção foi artisticamente construída por meio de contêineres padrão. A construção reflete a beleza, magia e um toque requintado de espaços a exemplo de estúdio artístico, áreas de exposição, restaurante e bar, bem como sala para reuniões.
Centro Comercial
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A empresa de arquitetura americana Lot-ek propõe um plano para reconstruir o Pier Chelsea 57, em Nova York, em um centro comercial a partir de contêineres. O plano parece ser interessante e inspirador, com a transformação completa de contêineres em lojas de artesanato, galeria de exposições, espaço leilão, centro de cultura contemporânea e áreas de entretenimento.
Parque inspirador
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Cove Park é um retiro inspirador com telhado verde composto de contêineres. Esta arquitetura ilumina a beleza da costa oeste da Escócia. Artisticamente criado por arquitetos e engenheiros qualificados do Gerenciamento do Espaço Urbano, o retiro é muito atraente, com acomodação luminosa, generosa, e decoração simples.
Casa de férias
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Uma casa de férias conhecida como Port-a-Bach foi projetada por Cecile Bonnifait e Giesen Guilherme, da Nova Zelândia. Usando contêineres, elas criaram um alojamento portátil, seguro, eco-friendly, e abundante para todos. É uma residência emocionante, que pode até ser enrolada, dobrada, e transferida facilmente de local.
Sala de descanso
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Linx é uma autêntica sala de descanso de dois andares, projetada pelo designer Richard Barnwall, e construída usando quatro contêineres. Esta é basicamente uma construção temporária, que pode ser usada para abrigo permanente, pois dispõe de todos os requisitos básicos, como o vestiário, banheiro, sala de almoço, e espaço para escritório.

Brasil importa até Bíblia da China


Marcelo Rehder, de O Estado de S. Paulo
SÃO PAULO - Depois do livro didático, as gráficas brasileiras enfrentam agora forte concorrência das importações de bíblias. A Palavra de Deus está sendo impressa em português em gráficas na China, na Índia e no Chile, entre outros países, a custos considerados imbatíveis pela indústria.
Para driblar o chamado "custo Brasil" e ainda obter alguma vantagem com o câmbio, editoras de publicações católicas e evangélicas aceleraram as encomendas no exterior. A vantagem comparativa em relação ao impresso nacional chega a superar 50%.
"É um negócio estranho", queixa-se Jair Franco, vice-presidente da Gráfica Imprensa da Fé, uma das grandes do setor, que trabalha com livros religiosos e didáticos. "Para fazer a Bíblia aqui, temos de comprar o papel de fora, a capa especial de fora e a cola de fora, e tudo isso vem com imposto. Aí, o editor vai lá e faz a Bíblia completa e vende aqui dentro sem pagar imposto nenhum. Como é que pode?", questiona o executivo. De acordo com a Constituição Federal, as importações de livros, jornais, revistas e outras publicações são imunes e não pagam imposto.
O avanço das importações de bíblias e livros didáticos não aparece nas estatísticas oficiais porque não existe posições aduaneiras específicas para as publicações. Mas os efeitos são sentidos.
Só a Imprensa da Fé chegou a imprimir 3 milhões de bíblias por ano, há cerca de dois anos. Hoje, não passa de 1 milhão. A consequência foi que a gráfica demitiu 40 trabalhadores nos últimos seis meses e atualmente emprega 280 pessoas. Mas os cortes não devem parar por aí: "Vamos ter de dispensar mais 40", admite Franco.
A situação da Imprensa da Fé não é diferente da vivida pelas demais empresas do mercado gráfico editorial. Tanto que as principais empresas do setor, com a Associação Brasileira da Indústria Gráfica, encabeçam um movimento em defesa da indústria nacional. Amanhã, eles vão se encontrar em Brasília com a senadora Ana Amélia (PT/RS), autora de Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que estende a imunidade de livros, jornais e periódicos para outros insumos.
A PEC 28/2012 está na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania desde 14 de junho, aguardando designação de relator. Nossa bandeira é desonerar o produto brasileiro", diz Fabio Arruda Mortara, presidente da Abigraf.