quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Tereza Campello apresenta avanços do Bolsa Família em São Paulo



Ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome participa da comemoração dos 10 anos do programa na Assembleia Legislativa de São Paulo

São Paulo, 5 – Os impactos do Bolsa Família na superação da extrema pobreza no Brasil serão apresentados pela ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello, nesta quinta-feira (5), às 10h, na Assembleia Legislativa de São Paulo. O legislativo realiza sessão solene para comemorar os 10 anos do programa de transferência de renda. Em todo o país, 13,8 milhões de famílias recebem o benefício. Isso corresponde a 50 milhões de brasileiros beneficiados pelo programa. No estado de São Paulo, o número de famílias atendidas chega a 1,3 milhão.

De acordo com Tereza Campello, os resultados alcançados na última década mostram que o Bolsa Família, conjugado a ações estruturantes de inclusão social das populações mais pobres, consolidou um novo modelo de desenvolvimento econômico. Essa política de inclusão social foi iniciada pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em 2003, e consolidada pela presidenta Dilma Rousseff desde 2011.

A ampliação do Bolsa Família, garantida pelo lançamento do plano Brasil Sem Miséria, permitiu retirar 22 milhões de brasileiros da extrema pobreza por meio da transferência de renda. O plano trouxe aumento real médio de 55% no valor do benefício. Mas, para as famílias mais pobres, esse ganho chegou a 102%. O aumento do Bolsa Família reduziu a extrema pobreza em 89% entre crianças e adolescentes em todo o país. “Conseguimos construir uma política que permite ao Bolsa Família, daqui para frente, garantir que nenhum brasileiro terá patamar de renda mensal abaixo de R$ 70”, disse Tereza Campello.

A ministra apontou que o Bolsa Família, lançado como política de Estado a partir da Lei 10.836/2004, continua avançando. De acordo com Tereza, um em cada quatro brasileiros recebe o benefício. Isso garante uma política de atendimento geral, sem qualquer bandeira partidária. “É importante a participação dos estados e das prefeituras para aumentar a cobertura do programa em todas as regiões do país”, disse a ministra. Segundo ela, isso vai permitir localizar e incluir mais famílias pobres no Cadastro Único para Programas Sociais do governo federal.

Além do alívio imediato da pobreza, por meio da transferência de renda, os compromissos nas áreas de saúde e educação geram uma contrapartida para o governo de melhoria do acesso a serviços públicos para os mais pobres. Isso tem sido, aos olhos do mundo, o diferencial mais importante do Bolsa Família em relação a programas de transferência de renda desenvolvidos em outros países. “O programa dinamiza a economia brasileira. Cada real investido no Bolsa Família aumenta em R$ 1,78 o Produto Interno Bruto e exerce um efeito multiplicador de R$ 2,40 sobre o consumo final das famílias”, comentou Tereza Campelo, citando estudos do Instituto de Política Econômica Aplicada (Ipea). O governo investe, anualmente, R$ 24 bilhões. Isso representa menos de 0,5% do PIB brasileiro.

Saúde e educação – Na saúde, há bons resultados. O Bolsa Família contribuiu para a redução de 19,4% da mortalidade de crianças até 5 anos no país. A mortalidade infantil causada por diarreia caiu 46%. E as mortes por desnutrição reduziram 58% nos municípios com maior cobertura do programa. Os resultados fazem parte de pesquisa publicada pela revista científica The Lancet. Houve aumento de 50% nas consultas de pré-natal, redução em 14% dos nascimentos prematuros, menor prevalência de baixo peso da criança ao nascer e cobertura vacinal de 99,1% das crianças acompanhadas.  

Na educação, o Bolsa Família contribui para garantir acesso e permanência das crianças na escola. Estudo do MDS mostra que, de 2008 a 2012, 94,3% dos estudantes do 2º ao 5º ano do ensino fundamental atendidos pelo Bolsa Família permaneceram na escola, contra 92,1% dos que não recebem o benefício. Do 6º ao 9º ano, 85,7% dos alunos do Bolsa Família continuaram seus estudos, contra 78,8% dos demais alunos da rede pública. O índice de permanência dos alunos do Bolsa Família no final das séries do Ensino Médio foi de 74,1%, contra 66,2% dos alunos não beneficiários.

Qualificação e emprego – Para continuidade do sucesso do programa, o governo federal concentra esforços na qualificação profissional das pessoas de baixa renda inscritas no Cadastro Único. Um forte aliado tem sido os cursos do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec) voltados ao público do Brasil Sem Miséria. Eles são oferecidos pro meio do Sistema S (Sesi, Senai, Senac e outros). No estado de São Paulo já foram registradas 53 mil matrículas em 126 municípios.

Hoje, mais de 70% dos adultos que recebem Bolsa Família trabalham. A formação profissional ajuda os cidadãos mais pobres a conquistar trabalho digno ou ingressar no mercado formal, acompanhando a evolução da geração de empregos com carteira assinada nos últimos dez anos.


Em São Paulo, mais de 1 milhão de famílias recebem o Bolsa Família

O estado de São Paulo é hoje o segundo com maior número de famílias atendidas pelo Bolsa Família, atrás apenas da Bahia. Em todo o estado, o número de famílias cresceu de 255 mil, em 2003, para 1,3 milhão em 2013. Foi um salto de sete vezes. O benefício médio é de R$ 136,75. Isso equivale a um investimento de R$ 182,67 milhões mensais.

Para ter direito ao benefício, o programa Bolsa Família exige dos beneficiários que assumam compromissos em saúde e educação. Uma das obrigações é matricular e manter as crianças e jovens na escola, com frequência escolar mínima de 85% para estudantes de 6 a 15 anos, e de 75% para os estudantes de 16 e 17 anos. Em setembro deste ano, 93,5% (1,63 milhão) de crianças e jovens beneficiados pelo programa no estado de São Paulo tiveram frequência escolar acompanhada. E 88,3% do total, o equivalente a 1,44 milhão, cumpriram a frequência escolar exigida para manutenção da família no programa.

Com relação às condicionalidades de saúde, no primeiro semestre deste ano, mais de 700 mil famílias beneficiadas pelo Bolsa Família em São Paulo foram acompanhadas quanto à realização do pré-natal das gestantes, além da pesagem e vacinação das crianças até 7 anos.

Boa gestão – Além de ser o segundo estado com maior quantidade de beneficiários do programa, São Paulo tem exemplos de boa gestão do Bolsa Família. As prefeituras da capital e do município de Jacareí estão entre as finalistas do Prêmio Rosani Cunha – Bolsa Família 10 anos, por desenvolverem práticas inovadoras, com foco na superação da pobreza.

Na cidade de São Paulo, uma parceria entre a prefeitura e o Senai resultou na oferta de 2 mil vagas em cursos de qualificação profissional para pessoas em situação de rua inscritas no Cadastro Único. Jacareí, por sua vez, intensificou o acompanhamento das famílias no cumprimento dos compromissos de saúde e educação, facilitando o acesso da população aos serviços públicos básicos. 

De janeiro a julho deste ano, os recursos do Índice de Gestão Descentralizada Estadual (IGD-E), repassados ao estado de São Paulo pela boa gestão do Bolsa Família, somaram R$ 867,57 mil. No mesmo período, 628 municípios paulistas receberam repasses da ordem de R$ 31,72 milhões, por meio do Índice de Gestão Descentralizada Municipal (IGD-M).

Revisão cadastral – A atualização dos dados cadastrais dos beneficiários do Bolsa Família é outra exigência para a manutenção do benefício e para a qualidade das informações do Cadastro Único. Segundo o governo, até outubro de 2013, 160 mil famílias no estado de São Paulo precisavam atualizar seus dados.

Informações para a imprensa:
Ascom/MDS
(61) 2030-1021

Alckmin vai criar cota no serviço público paulista


Governador enviará projeto de lei à Assembleia para reservar 35% das vagas para negros e indígenas; Dilma fez proposta semelhante há 1 mês

05 de dezembro de 2013 | 2h 01

Paulo Saldaña - O Estado de S.Paulo
O governo do Estado de São Paulo vai criar uma cota racial no serviço público estadual. O projeto do governador Geraldo Alckmin (PSDB) reserva 35% das vagas na administração direta e indireta (empresas públicas) para negros e indígenas.
O anúncio deve ser feito amanhã no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo estadual. A iniciativa surge menos de um mês após a presidente Dilma Rousseff encaminhar ao Congresso Nacional projeto que destina um quinto das vagas em concursos públicos federais para a população negra (veja nesta página).
Estado apurou que Alckmin vai anunciar o envio à Assembleia Legislativa de um projeto de lei que autoriza o Estado a criar uma política de inclusão. Um decreto definirá as regras de reserva de vagas, que deve valer para os editais dos concursos, bem como para cargos comissionados e também nas empresas estatais.
A escolha de reservar 35% das vagas segue a proporção censitária no Estado de pessoas autodeclaradas pretas, pardas e indígenas. A classificação toma por base quesitos do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No projeto federal, a proporção é de 20%.
Ao todo, o governo de São Paulo tem 570 mil servidores. A área da educação, com 230 mil professores, centraliza o maior número. A professora Maria Izabel Azevedo Noronha, presidente da Apeoesp, sindicato dos docentes estaduais, entende que a categoria deve "absorver com tranquilidade" a política. "Porque trabalhar com conscientização leva muito tempo. Já era hora e vai a reboque do governo federal", diz ela.
O diretor da ONG Educafro, Frei David Santos, comemorou a iniciativa do governo. "Entendemos que o tema do negro não é propriedade de partido, todos precisam atender a demandas do população pobre e negra do País", disse.
Por outro lado, o advogado José Roberto Militão, crítico às cotas, diz que a ideia é "uma tragédia" porque reafirma a tendência à "racialização". "O problema é que esse tipo de política, quando começa, não termina. A luta é continuar afirmando que isso é inconstitucional", diz. "Nenhum dos lideres antirracistas, de Gandhi, Martin Luther King a Nelson Mandela, fez a defesa de privilégios. A grande luta do negro é pela igualdade. "
Brasil. Pelo menos quatro Estados e 28 cidades do País já adotam cotas raciais em concursos públicos, segundo levantamento feito pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e pela Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial. Em outros dez municípios houve aprovação da reserva de vagas, mas as leis foram derrubadas no Judiciário.
Só no Estado de São Paulo já existem dez cidades que adotam alguma tipo de reserva de vagas, conforme o estudo do Ipea. Na capital paulista, projeto de lei que destina 20% das vagas do funcionalismo municipal foi aprovado em novembro pela Câmara Municipal e aguarda a sanção do prefeito Fernando Haddad (PT).
Depois que o governo federal aprovou as cotas para alunos da escola pública, negros e indígenas nas universidade federais no ano passado, Alckmin também pressionou as instituições estaduais de ensino superior (USP, Unicamp e Unesp) a criar política similar. O governador chegou a anunciar, ao lado dos reitores, programa de reserva de vagas para alunos de escola pública, atendendo porcentuais de pretos, pardos e indígenas. 

Balanço da Secretaria Municipal de Finanças demonstra que o "extra" deste ano será de pelo menos R$ 30 milhões



Agência Estado
A Prefeitura elevou em 42% o volume de recursos em caixa com o pagamento do Imposto sobre Serviços (ISS), necessário para a obtenção do Habite-se, entre janeiro e dezembro deste ano. Nesse período, começaram as investigações sobre a máfia dos fiscais, que fraudava o pagamento do tributo e causou prejuízo de ao menos R$ 500 milhões aos cofres municipais. Balanço da Secretaria Municipal de Finanças mostra que o "extra" deste ano será de pelo menos R$ 30 milhões, chegando a um total de R$ 100 milhões.
Em entrevista ao jornal O Estado de S.Paulo, o secretário Marcos Cruz atribui o ganho não apenas à mudança de pessoal na equipe responsável, mas a uma reformulação interna no passo a passo da cobrança do ISS. Em operação desde maio, a nova fórmula aumentou o controle e deu agilidade a processos, o que fez cair o tempo de espera em quase um ano, além de reduzir a possibilidade de corrupção.
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Outra medida administrativa que levou a resultado financeiro foi a revisão de contratos com fornecedores. Segundo Cruz, o corte nas despesas com serviços de terceiros já rendeu uma economia de R$ 810 milhões. "Conseguimos reduzir a evolução dos gastos, que estava na ordem de 18% ao ano desde 2009. A variação atual é de 8,2%", diz. A redução do custeio é considerada uma vitória da pasta. O secretário ressalta que quando assumiu as Finanças de São Paulo, os custos estavam crescendo mais rápido do que a receita. "Isso não era sustentável,"
Em outubro, os resultados começaram a aparecer. Segundo Cruz, a poupança corrente da cidade aumentou quase dois pontos porcentuais. Isso quer dizer que a diferença entre o que se gasta e o que se arrecada aumentou, dando um pequeno alívio aos cofres públicos. A arrecadação real, obtida com o pagamento de taxas municipais como ISS e Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU), também cresceu. O ganho é da ordem de 4,7%, índice superior ao registrado pela União (1%) e pelo Estado (0,7%).
Verba federal
O caixa municipal ainda engordou em função da obtenção de mais verbas federais. As transferências continuam aquém das necessidades da cidade, mas iniciam uma tendência de alta. O Município conseguiu, por exemplo, aumentar o volume de recursos mensais para o Sistema Único de Saúde (SUS). No período de agosto a outubro, o repasse alcançou R$ 126 milhões, ante R$ 89 milhões registrados no mesmo período de 2012 - alta de 41%.
Com transferências federais para investimentos em outras áreas, o crescimento foi maior. A média mensal passou de R$ 51 milhões, em 2012, para os atuais R$ 125,7 milhões.
Em ambos os casos, Marcos Cruz ressalta que é possível ir além. O repasse per capita do SUS é de R$ 106 na capital, mas alcança R$ 196 no Rio e R$ 500 em Belo Horizonte.
"Estamos adaptando nossos procedimentos aos convênios do governo federal. Se conseguirmos o mesmo per capita do Rio já teríamos R$ 1 bilhão a mais."
No plano de trabalho de Cruz, a "briga" por mais recursos federais, pela redução do custeio e pelo aumento da arrecadação se une ainda à luta pela renegociação da dívida com a União.
O objetivo final é ambicioso: dobrar o patamar de investimentos atual da Prefeitura. Haddad tem dito que almeja chegar a R$ 6 bilhões por ano - mas deve fechar 2013 na casa dos R$ 3,7 bilhões, pouco acima do ano passado. 
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