quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Amigo de Sartori, Nalini é eleito presidente do TJ-SP


Desembargador obteve 70% dos votos e destacou orçamento 'insuficiente' do tribunal

05 de dezembro de 2013 | 2h 03

Mateus Coutinho - O Estado de S.Paulo
Após a polêmica envolvendo a possibilidade de reeleição do presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), Ivan Sartori, a maior Corte estadual do País elegeu ontem o desembargador José Renato Nalini como o presidente para o biênio 2014/2015. Ele vai herdar um orçamento estimado em R$ 7,6 bilhões, soma que considera insuficiente. "Penso que poderíamos recorrer a organismos internacionais que pudessem injetar recursos para aperfeiçoarmos a Justiça", disse Nalini.
"Embora tenhamos orçamento superior ao de 17 Estados, ele é insuficiente para as necessidades do tribunal", afirmou o desembargador. Declarando ser amigo de Ivan Sartori há 30 anos, José Renato Nalini é o atual corregedor-geral de Justiça do Estado. Nalini fez questão de destacar sua proximidade com a gestão de Sartori na corte. "Não vai haver dissolução de continuidade, vai haver uma mudança de estilo evidente por que mudou todo o Conselho Superior da Magistratura, mas vamos continuar", afirmou.
Do total de 356 desembargadores do Tribunal de Justiça de São Paulo, 342 votaram - Nalini teve 238 votos. O desembargador Eros Piceli foi eleito vice-presidente, e, para o cargo de corregedor de Justiça foi eleito o desembargador Hamilton Elliot Akel.
Ao anunciar a vitória do amigo, com quem trabalhou junto no Tribunal de Alçada Criminal, Sartori teceu elogios e afirmou que "essa presidência vai fazer o possível para que sua gestão seja a melhor possível, que seja até melhor que a minha".
Produtividade. Autor do Provimento 17/2013, que instaurou a conciliação extrajudicial em cartórios, José Renato Nalini demonstra preocupação com a produtividade no Judiciário. Após ser eleito, ele cogitou, inclusive, a flexibilização do horário de trabalho dos servidores e magistrados do TJ-SP (Leia entrevista ao lado).
Para o desembargador, órgãos como o Banco Mundial e Banco Interamericano de Desenvolvimento têm interesse no País e poderiam ajudar a aprimorar a produtividade da Justiça brasileira. "Há muita preocupação no mundo todo com o custo Brasil e porcentagem razoável deste custo está ligado à duração e a imprevisibilidade dos processos", explicou.
Reeleição. Em agosto, o Órgão Especial aprovou a Resolução 606/13, que previa que todos os desembargadores do TJ-SP pudessem se candidatar a órgãos da direção da corte - na prática, até o presidente poderia se inscrever.
A medida foi questionada no Conselho Nacional de Justiça (CNJ), pois a Lei Orgânica da Magistratura Nacional (Loman) veta a reeleição. O conselho entendeu que a reeleição não seria válida, mas o caso foi parar no Supremo Tribunal Federal. O ministro Ricardo Lewandowski restabeleceu a Resolução 606/13 ao conceder liminar a mandado de segurança contra aquela decisão do CNJ.
Em novembro a possibilidade de reeleição foi derrubada pelo CNJ. O conselho consultou o ministro Ricardo Lewandowski, que disse que sua liminar "limitou-se ao disposto à ampliação do universo de elegíveis aos cargos de direção do TJ-SP, ato impugnado que não cuidou do tema reeleição".
Ivan Sartori então anunciou sua desistência do pleito. 

3 PERGUNTAS PARA... José Renato Nalini, presidente eleito do Tribunal de Justiça de SP

05 de dezembro de 2013 | 2h 04
Mateus Coutinho - O Estado de S.Paulo
1.Qual será a principal preocupação da presidência?
A crônica insuficiência de recursos materiais. A Justiça de São Paulo é gigantesca e, embora tenhamos orçamento superior ao de 17 Estados, é insuficiente. Poderíamos recorrer a organismos internacionais que pudessem injetar recursos para que possamos aperfeiçoar a Justiça, melhorar a estrutura e fazer com que o processo eletrônico seja otimizado. Vamos ver se consigo fazer também a flexibilização de horário. Em vez de fazer com que 50 mil pessoas ingressem no mesmo horário, a ideia é que alguns trabalhem em home office. O que nos interessa é produtividade.
2. Como pretende se relacionar com os servidores?
Da melhor forma possível. Acredito que greve de servidor público não é benéfica. Minha postura é de diálogo, posso citar como exemplo o Tribunal de Alçada Criminal. Enquanto outros fizeram greve (em 2010), nós não fizemos, tínhamos um clima de saudável convivência, todos trabalhando felizes. Pretendo fazer isso, até com delegação. Não acho que um tribunal do tamanho de São Paulo possa ter um presidente que tenha obrigação de estar em todos os lugares. Cada juiz diretor é capacitado para gerir a situação na sua região.
3. Pretende continuar atento aos cartórios?
Agora isso será função da Corregedoria, não posso intervir no espaço do Hamilton (Elliot Akel, corregedor eleito para o biênio 2014/2015). Acredito que a atualização das normas, revolução no setor extrajudicial, vai continuar a produzir frutos. Precisamos recuperar o extrajudicial como parceiro imprescindível do funcionamento da Justiça para que o Judiciário fique liberado para decidir conflitos. O que não é conflituoso, não há controvérsia, eles têm expertise muito melhor para lidar. Outro ponto é liberar o Judiciário das 12 milhões de execuções fiscais em todo Estado, que são medidas que fazem com que o Judiciário seja cobrador de dívidas de municípios e Estado. O Judiciário não serve para isso.

Incêndio do Memorial chama a atenção para outros teatros queimados ou abandonados


Muitos teatros já foram fechados depois de queimados, caso do Cultura Artística, em 2008

04 de dezembro de 2013 | 22h 50

Maria Eugênia de Menezes - O Estado de S. Paulo
O incêndio que consumiu o Auditório Simon Bolívar, no Memorial da América Latina, não é exceção na história da cidade. Infelizmente, muitos outros são os teatros que fecharam as portas depois de queimados. Destruído pelo fogo em 2008, o Teatro Cultura Artística é exemplo eloquente do triste destino de várias salas de espetáculo da cidade. Rapidamente devoradas pelo fogo, mas quase nunca prontamente recuperadas.
Novo Cultura Artística está prometido para 2017 - Felipe Rau/Estadão
Felipe Rau/Estadão
Novo Cultura Artística está prometido para 2017
No caso do Memorial, as autoridades falam em reabrir o prédio o mais rápido possível. Nem sempre, porém, é simples esse processo. Foi imediatamente após o incêndio do Cultura Artística que surgiram os planos de reconstrução. A despeito dos esforços da entidade, pouca coisa surgiu até hoje no lugar dos escombros. E a espera pelo início das obras continua. “Já conseguimos recuperar completamente a fachada e estamos finalizando o projeto executivo”, diz Frederico Lohmann, superintendente da Sociedade de Cultura Artística.
Outros teatros nem chegaram a pegar fogo, mas também estão degradados, esperando a reconstrução que tarda em chegar. Eis o destino do TBC – Teatro Brasileiro de Comédia. Parte essencial da história do teatro no País, o prédio teve sua reinauguração anunciada para outubro deste ano. Planos que foram mais uma vez adiados.
A novela se estende desde 1964, quando deixou as mãos de Franco Zampari. Em 1999, após uma reforma, o teatro histórico voltou a funcionar. Foi reinaugurado com comemorações, um investimento de R$ 4 milhões e a presença de destacados diretores na programação. Três anos depois, contudo, o espaço voltou a fechar as portas. Foi em 2008 que a Funarte adquiriu o edifício. Prometeu uma restauração que começaria no ano seguinte, mas que já passou pelas mãos de quatro presidentes da instituição – Celso Frateschi, Sergio Mamberti, Antônio Grassi e Guti Fraga – sem se tornar algo além de uma promessa.
Cultura Artística promete início de obras para 2014 e TBC adia entrega para junho
Após cinco anos de espera, a reconstrução do Teatro Cultura Artística está prestes a começar. Essa é a promessa de Frederico Lohmann, superintendente da entidade. “Estamos na última fase de aprovação da proposta junto à Prefeitura e finalizando o projeto executivo”, diz ele. “A intenção é ter tudo isso pronto no início do ano e começar as obras no primeiro semestre.”
Ocorrido no último dia 1º, o fechamento da filial do teatro, que funcionava no Itaim Bibi, sinaliza, segundo Lohmann, o primeiro passo dessa nova fase. “Fechar foi uma decisão estratégica”, considera. “Para concentrar recursos físicos e financeiros na construção.”
Se realmente for iniciado em 2014, o Cultura Artística levará cerca de três anos para ficar pronto. Com a conclusão em 2017, serão nove anos de intervalo entre o incêndio e a reinauguração. “Sempre gostaríamos que isso acontecesse em um prazo mais curto, mas esse é o tempo necessário para a maturação de um projeto dessa magnitude”, comenta o superintendente, fazendo menção a exemplos de reconstrução de teatros no exterior.
Na nova configuração, o teatro será três vezes maior que o original. Assinada por Paulo Bruna, a proposta arquitetônica prevê duas salas, uma com capacidade para 1.200 espectadores e outra para 200 pessoas. Também haverá acesso direto pela Praça Roosevelt e a promessa de que o edifício funcione como um centro cultural, aberto diariamente ao público.
Para concretizar esses planos, o valor estimado é de cerca de R$ 100 milhões, dos quais 30 milhões já foram arrecadados. São doações de mais de 400 pessoas físicas e jurídicas, a maioria delas viabilizada por meio da Lei Rouanet.
Mas, como conseguir o restante dos recursos se, em cinco anos, esse patamar não chega a 30% do necessário? A sociedade crê que, com as obras em andamento, um número maior de doadores estará disposto a ajudar. “Os R$ 30 milhões que temos são necessários para construir a infraestrutura básica”, assegura Lohmann. “E temos a sinalização de várias empresas.”
O restauro do antigo TBC – Teatro Brasileiro de Comédia está anunciado desde o final de 2008. Em 2009, o edifício que pertencia à empresária Magnólia Lago Ferreira foi adquirido pela Funarte, na gestão de Sérgio Mamberti.
Atualmente, os trabalhos de reconstrução já começaram. Mas quem passa diante do prédio não encontra máquinas ou operários. “Tivemos que interromper o restauro para resolver uma pendência com o Condephaat”, justifica o presidente da Funarte, Guti Fraga. De acordo com ele, a interrupção já dura cerca de 20 dias.
O órgão de preservação do patrimônio histórico estadual não teria concordado com uma alteração feita no telhado e com as cores propostas para a pintura da fachada. A expectativa da Funarte é retomar a reforma até o início de 2014. E entregar o prédio pronto, promete o presidente da instituição, em junho do próximo ano. “Tudo o que eu mais quero é entregar logo. É um símbolo de importância fundamental para o País.” Na década de 1940, o TBC marcou a modernização do teatro brasileiro, tendo reunido nomes como Cacilda Becker, Adolfo Celi e Paulo Autran.
No cargo há cerca de quatro meses, Guti Fraga comenta que ainda está se “familiarizando” com os assuntos da Funarte. Não sabe informar qual o valor a ser investido no edifício teatral nem a data de início das obras. “Ainda estou chegando”, diz ele.
Os planos iniciais anunciados para o novo TBC incluíam a seleção de espetáculos teatrais e a guarda de acervos. Fraga comenta que a proposta de uso do espaço ainda está em discussão. “O que não faltam são planos, ideias, delírios.”
Outras vítimas do fogo
Teatro São JoséNa atual Praça João Mendes, foi aberto em 1864 e tinha capacidade para 1.200 espectadores. Foi incendiado em 1898.
Teatro RecordFundado em 1959, na Rua da Consolação, foi sede dos festivais da MPB durante a década de 1960. Pegou fogo em 1967.
Teatro Paramount Na avenida Brigadeiro Luís Antônio, é atualmente conhecido como Teatro Renault. Também recebia os festivais de música popular da Record nos anos 1960. Sofre um incêndio em 1969.
Salão Celso Garcia Antiga sede da Associação das Classes Laboriosas, recebeu importantes espetáculos na década de 1920. Depois de anos de abandono, incendiou-se em 2008.
Teatro Oficina 
A primeira sede do grupo de Zé Celso sofreu um incêndio em 1966. Na década de 1990, foi inaugurado o prédio atual.

Pavimento inteligente retém a luz do sol e fica iluminado à noite


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starpath
A imagem acima pode parecer criada em computador, mas é real.
É a foto de um pavimento inteligente, que fica todo iluminado à noite, porque durante o dia absorve a luz do sol.
O nome dele é Starpath, traduzindo, caminho de estrelas, e pode ser uma boa solução para problemas como iluminação pública ineficaz, e alto consumo de energia elétrica.
O Starpath, é capaz de absorver e armazenar os raios ultravioleta que recebe durante o dia, liberando-os quando a noite chega.
O resultado é este belo visual, meio psicodélico, com o chão azul brilhante, que torna o passeio noturno muito mais agradável e seguro.
A intensidade e a duração da exposição ao sol, que variam conforme o local onde está instalado, é que vão definir a quantidade de luz emitida pelo Starpath.
O produto
Basicamente ele é um tipo de spray que pode ser utilizado em todos os tipos de superfície de pavimento.
O produto também é antiderrapante e resistente à água.
Onde
A tecnologia já pode ser conhecida por quem passa por uma cidade no Reino Unido chamada Christ’s Pieces Park, em Cambridge.
Claro que a pequena trilha colorida se tornou uma atração especial.
O Starpath foi criado por empresa da Inglaterra, a Pro-Teq.
Com informações do Correio Braziliense